O Benfica goleou o Vitória de Guimarães por 5–0 e sagrou-se tetra campeão pela primeira vez na história do clube.

Está feito. O Benfica goleou o Vitória de Guimarães por 5–0 e sagrou-se tetra campeão pela primeira vez na história do clube. Não houve nervos, nem suspense, nem sofrimento. Foi uma exibição de luxo que começou a resolver cedo a questão do título. O Porto, já sem objectivos, também goleou, e o Sporting somou a segunda derrota consecutiva, no terreno do Feirense. Para a última jornada ficam as decisões da Europa (Marítimo tem mais 3 pontos que o Rio Ave) e de quem acompanha o Nacional na descida de divisão (Arouca com 32, Moreirense com 30 e Tondela com 29 são as equipas em risco).
BELENENSES 1–1 MOREIRENSE
O Moreirense podia ter assegurado, neste jogo em Belém, a permanência no principal escalão. Mas as coisas começaram a correr mal muito cedo. Aos 7 minutos, fruto de uma entrada forte do Belenenses, João Diogo rematou do meio da rua e bateu Makaridze. O guardião fica mal na fotografia. Apesar de ter havido mais algumas ocasiões, a primeira parte não teve mais história. No segundo tempo, Diego Galo é expulso por uma falta sobre Maurides, fora da área, deixando o Moreirense a jogar com dez. Dois minutos depois, Schons faz penálti sobre João Diogo. E é aqui que a história muda. Makaridze redimiu-se e defendeu o penálti de Maurides. Dez minutos depois, Nildo Petrolina empata a partida com um remate rasteiro e colocado, de fora da área. Não deu para mais que o pontinho, que mantém o Moreirense em perigo de descida.
AROUCA 1–2 TONDELA
O Tondela está empenhado em repetir o milagre da época passada. A equipa beirã até começou mal o jogo em Arouca, vendo a equipa da casa inaugurar o marcador aos 10 minutos. Crivellaro, à entrada da área, desferiu um remate em jeito, colocadíssimo, sem hipóteses para Cláudio Ramos. Mas a reacção não podia ter sido melhor. No lance seguinte, Pedro Nuno aproveita uma bola perdida na área para bater Bolat e igualar. O Tondela foi atrás do resultado e Heliardo dispôs de duas ocasiões, acertando no poste numa delas. Depois do intervalo, Cláudio Ramos ainda foi posto à prova e correspondeu, mostrando mais uma vez o seu papel decisivo neste Tondela. E ao minuto 78, para manter vivo o sonho, Pedro Nuno fez o seu segundo na partida, num livre directo irrepreensível. Tudo adiado para última jornada, com Tondela, Arouca e Moreirense a lutarem para não descer.
BENFICA 5–0 V. GUIMARÃES
Os adeptos do Benfica iam com os nervos em franja. Os adeptos do Porto esperavam que os jogadores do Benfica entrassem em campo no mesmo estado. Mas a recepção do Benfica ao Vitória de Guimarães não poderia ter tido um filme mais tranquila. Uma exibição de luxo do Benfica começou a desenhar cedo o filme do tetra. Logo aos 11 minutos, Cervi inaugurou o marcador na recarga a um remate de Jonas defendido por Douglas. Cinco minutos depois, um longo pontapé de baliza de Ederson encontrou Jiménez isolado. O mexicano picou a bola por cima de Douglas e encostou de cabeça. Aos 37’, bola recuperada por Fejsa logo na saída do Vitória, Jonas assiste Pizzi que fica na cara do golo e não perdoa. E em cima do intervalo, aos 44’, foi a vez de Jonas finalmente assinar um golo, num chapéu que Douglas ainda desviou, mas não conseguiu desviar o suficiente. A segunda parte foi bastante mais calma, mas ainda deu para Jonas bisar, na conversão de um penálti. O resto é festa.
FEIRENSE 2–1 SPORTING
Quando terminou o jogo do Benfica, começou a festa do tetra. Ao mesmo tempo, começou a final da Eurovisão. Quando o jogo do Sporting terminou, ainda não sabíamos que Salvador Sobral tinha ganho, pela primeira vez na história, o festival. Portanto, passou ao lado de muita gente a segunda derrota consecutiva dos leões, agora com o Feirense. O Sporting foi a equipa dominadora, mas foi pouco impetuosa e permitiu muitos períodos de iniciativa ao Feirense. Os leões marcaram primeiro, por Gelson Martins, após um passe de cabeça de Bas Dost, aos 19. Mas ao 25 o Feirense já estava a empatar. Num livre lateral de Tiago Silva, o cruzamento vai chegado à baliza, à tentativas de cabecear mas ninguém toca e a bola entra. Na segunda parte, o mesmo Tiago Silva consumou a reviravolta de penálti, após falta de Rúben Semedo sobre Etebo. Depois foi o show de Vaná. O guarda-redes brasileiro voltou a brilhar, com defesas impossíveis a segurar o triunfo.
CHAVES 2–2 RIO AVE
Quando se fizer a compilação dos melhores desta edição da Liga, Fábio Martins vai aparecer várias vezes. Na recepção do seu Chaves ao Rio Ave, o jovem emprestado pelo Braga voltou a marcar um golaço, logo aos 7 minutos, num grande lance individual que culminou com um remate de fora da área. A primeira parte não teve mais história, mas após o intervalo o jogo animou. Aos 59, Hélder Guedes empatou para o Rio Ave, após cruzamento rasteiro de Héldon. Mas o Rio Ave voltaria à vantagem, com um golo de Pedro Tiba, que beneficiou de uma saída atabalhoada de Cássio, que abalroou um colega e deixou Tiba com a bola e a baliza vazia. O Rio Ave não podia perder, para ainda ter hipótese de chegar ao sexto lugar. O esforço do Rio Ave acabou por compensar aos 91 minutos, quando Hélder Guedes assistiu Tarantini para o golo do empate. Com o empate do Marítimo, fica tudo adiado para a última ronda.
MARÍTIMO 1–1 ESTORIL
A jogar em casa, o Marítimo não foi capaz de vencer o Estoril e garantir o lugar na Liga Europa. A equipa de Daniel Ramos teve muitas dificuldades em impor-se ao excelente Estoril desta fase final do campeonato. Na primeira parte, nenhuma das equipas marcou, graças ao bom trabalho dos guarda-redes. No segundo tempo chegaram os golos. Aos 57, o central goleador Raul Silva voltou a marcar de cabeça, após livre de Edgar Costa. Mas se aqui esteve bem, Raul Silva manchou a pintura mais tarde. Aos 75 minutos, o central brasileiro cortou uma bola com a mão, à entrada da área, e viu o segundo amarelo. Na cobrança do livre, Kléber atirou para o fundo das redes. A jogar contra dez, o Estoril foi dominando o jogo até ao fim. Já no tempo de compensação, Charles Marcelo evitou o segundo de Kléber com uma boa defesa. O Marítimo mantém a vantagem de 3 pontos para o Rio Ave e precisa apenas de um empate (ou que o Rio Ave não vença) para ir à Liga Europa.
PORTO 4–1 PAÇOS DE FERREIRA
Com o título entregue ao Benfica e o segundo lugar seguro, o Porto recebeu o Paços para cumprir calendário. Até à meia-hora de jogo, o domínio do Porto foi frouxo, permitindo alguns lances perigosos ao Paços. Quando, aos 31 minutos, Ricardo Valente desviou subtilmente um remate de Andrezinho e fez o golo do Paços, o Porto despertou. Quatro minutos depois, Herrera empatou de cabeça, a cruzamento de Corona. E passados outros 4 minutos, Brahimi bateu um penálti consumando a reviravolta. A segunda parte começou logo com um golo do recém entrado Diogo Jota, lançado na profundidade por Herrera. Houve mais algumas ocasiões, numa e noutra baliza, mas só haveria outro golo já ao minuto 89. Novo penálti para o Porto e André Silva, na cobrança, não perdoou.
BRAGA 4–0 NACIONAL
O despromovido Nacional foi a Braga ser goleado por quatro bolas, num jogo com golos caricatos. O primeiro foi um auto-golo de César, logo aos 9 minutos. O guarda-redes passou a bola ao central, este quis devolver ao guarda-redes mas colocou demasiada força no passe e a bola foi para a baliza. Aos 37’, Stojiljkovic fez o segundo, com assistência de Ricardo Horta. Quatro minutos depois, novo golo do atacante sérvio, num lance caricato em que este escorrega mas ainda assim vê a bola a entrar lentamente na baliza. Na segunda parte, Abel lançou o jovem Pedro Neto, de 17 anos, e o atacante português teve uma estreia de sonho, apontando o quarto golo dos minhotos, ao minuto 81.
V. SETÚBAL 0–1 BOAVISTA
No jogo da despedida de Meyong dos relvados, o Vitória de Setúbal somou a quinta derrota consecutiva, num péssimo final de campeonato para os sadinos. A primeira parte foi dominado pelo Boavista, que marcou o único golo da partida ao minuto 25, quando Talocha lançou Iuri com um passe longo e o craque dos axadrezados fez um chapéu ao guardião do Vitória. Até ao final, o jogo foi dando oportunidades às duas equipas, mas não houve mais golos. O momento do jogo foi a saída de Meyong, aplaudido de pé por todos os presentes.