Depois desta jornada, é oficial: está tudo a pensar no mesmo


Está tudo a pensar no mesmo. Depois do empate do Porto nos Barreiros e da vitória do Benfica em Vila do Conde, a distância entre os dois candidatos aumentou para cinco pontos, com seis por disputar. A desilusão abateu-se no Dragão, o entusiasmo vai tomando conta da Luz. Com estas mexidas na frente, até a derrota do Sporting em Alvalade caiu para segundo plano.

MOREIRENSE 2–1 BRAGA

Na abertura da jornada, o Moreirense deu um passo muito importante para garantir a manutenção. A recepção ao Braga previa-se um jogo complicadíssimo, mas ficou mais fácil ao minuto 24. Lazar Rosic, central do Braga, viu o segundo amarelo (o primeiro tinha sido 3 minutos antes) e deixou os arsenalistas a jogar com dez por mais de uma hora. Apesar disso, foi mesmo o Braga a inaugurar o marcador, aos 36 minutos, por Ricardo Horta. A reacção do Moreirense, que foi a equipa dominadora em grande parte do jogo, só aconteceu na segunda parte. O empate foi feito por Nildo Petrolina, num golaço que Marafona não podia defender nem com asas, ao minuto 76. A reviravolta consumou-se já ao minuto 90, num remate de fora da área de Alan Schons.

BOAVISTA 2–2 NACIONAL

Face à vitória do Moreirense, o Nacional entrou em campo já sem hipóteses de ficar na Primeira Liga. Talvez por isso, por jogar sem pressão, o Nacional mostrou mais nesta deslocação ao Bessa do que fez em praticamente toda a temporada. Mezga inaugurou o marcador para os insulares, aos 28 minutos, a passe de Hamzaoui. O Boavista empatou 7 minutos depois, com Iuri Medeiros a rematar após passe de calcanhar de Schembri. Nesta segunda metade de primeira parte frenética, o Nacional voltou à vantagem aos 42’, com Hamzaoui a marcar de cabeça. Já na compensação da primeira parte, houve um penálti para o Boavista, que Fábio Espinho converteu em golo. Da segunda parte ficam algumas boas defesas dos guarda-redes e um falhanço inacreditável de Schembri, com a baliza aberta.

PAÇOS DE FERREIRA 0–1 FEIRENSE

Apesar de ter entrado melhor no jogo, o Paços não conseguiu quebrar o nulo. As tentativas, quase todas através de remates de longe, esbarravam no guardião dos fogaceiros ou não acertavam no alvo. O Feirense começou a assumir o jogo na segunda metade da primeira parte, mas criou poucas ocasiões. Depois do descanso, o Feirense marcou logo aos 50’, com um cabeceamento de Ícaro após canto de Tiago Silva. O Paços reagia com pouco afinco, mas acabou por ter uma oportunidade soberana. Aos 76’, uma falta de Ricardo Dias (acabado de entrar) na área deu penálti. Luiz Phellype, chamado à conversão, atirou ao poste, não conseguindo o empate. Pior: no lance seguinte Barnes Osei viu o vermelho directo por uma entrada violenta, complicando ainda mais a vida do Paços. Já aos 87’, Ricardo Dias foi também expulso, ao ver o segundo amarelo. A vitória, essa não escapou ao Feirense.

MARÍTIMO 1–1 PORTO

O mau momento do Porto voltou a sentir-se. Com duas deslocações complicadas em jornadas consecutivas, o Porto conseguiu vencer a primeira, mas na segunda falhou. O empate nos Barreiros estendeu a passadeira vermelha ao Benfica. Num jogo onde o Porto foi superior, faltou discernimento à equipa e a finalização voltou a falhar. O único golo dos dragões aconteceu ao minuto 28, quando Otávio aproveitou um corte defeituoso na área maritimista e rematou sem hipótese. O Marítimo ia ameaçando quando conseguia e, como o golo da tranquilidade não surgia, a vitória dos azuis e brancos parecia segura por arames. Na segunda parte, o Porto pareceu menos determinado e deu mais iniciativa ao Marítimo. Aos 69 minutos, Djoussé, de cabeça, empatou a partida. Embora tenha tentado, o Porto não conseguiu voltar à vantagem e, no final, a desilusão era visível nos dragões.

SPORTING 1–3 BELENENSES

Com o empate do Porto, o Sporting podia ficar apenas a 3 pontos dos dragões e discutir ainda o segundo lugar. Mas a coisa não podia ter corrido pior para os leões. Com um estádio praticamente cheio, o Sporting fez uma primeira parte modesta, apesar de ter tido algumas ocasiões. Na segunda parte, os leões entraram melhor e, aos 52’, Bruno César inaugurou o marcador após uma defesa incompleta de Hugo Ventura. Mas depois o Sporting voltou a baixar o rendimento e a dar oxigénio ao Belenenses. O empate surgiu aos 65’, num penálti de Abel Camará. Nos últimos dez minutos veio o verdadeiro balde de água fria. Primeiro foi Dinis Almeida a marcar ao segundo poste, após um livre que um defesa dos leões desviou, aos 84. Quatro minutos depois, Gonçalo Silva só teve de encostar depois do passe de Maurides. O Belenenses põe fim à série de derrotas da melhor forma possível.

TONDELA 2–1 V. SETÚBAL

A vitória do Moreirense frente ao Braga complicou a vida ao Tondela. Ainda assim, a jogar em casa, os tondelenses cumpriram a missão e venceram o Vitória de Setúbal. Na primeira parte, os homens de Pepa foram superiores e conseguiram traduzir isso na vantagem de dois golos. Aos 28’, Murillo e Murilo fizeram sociedade para o golo, com o cruzamento rasteiro de Jhon Murillo para Murilo Freitas encostar para golo. Aos 42’, Jaílson marcou de penálti, após falta na área sobre Murillo. O segundo tempo teve outra história, com Murilo Freitas como protagonista, desta vez por más razões. Em apenas 8 minutos (52’ e 60’) o brasileiro viu dois amarelos e foi expulso. O Vitória tomou conta do jogo e carregou com tudo. Felizmente para o Tondela, o máximo que os sadinos conseguiram foi reduzir num cabeceamento de Edinho, aos 83 minutos. O Tondela mantém assim o sonho vivo, estando a 3 pontos do Moreirense.

V. GUIMARÃES 1–0 AROUCA

E já vão sete vitórias consecutivas para o Vitória de Guimarães! Na recepção ao Arouca, o Vitória foi quase sempre superior ao Arouca, mas não teve o mesmo caudal ofensivo de jornadas recentes. Ainda assim, o Arouca só iam ameaçando em lances de bola parada. Depois de uma primeira parte morna, o Vitória foi mais acutilante no segundo tempo. Fruto disso, os minhotos chegaram à vantagem ao minuto 76, quando Marega rematou forte dentro da área, após passe de Raphinha. O Vitória atravessa um momento fantástico e vai à Luz em pico de forma.

RIO AVE 0–1 BENFICA

Era, provavelmente, o mais difícil dos jogos desta ponta final de campeonato. O Benfica entrou em campo em primeiro lugar, graças ao empate do Porto. A primeira parte foi mais do Benfica, mas sem ser propriamente avassalador. Houve oportunidades de golo, mas o Rio Ave explorava bem o contra-ataque e não abdicava do seu modelo de jogo apoiado quando saía a jogar. Depois do intervalo o Benfica apareceu mais objectivo. É verdade que a cadência era a mesma, com oportunidades em ambas as balizas apesar do domínio encarnado, mas o Benfica parecia mais perigoso. Salvio entrou para o lugar de Rafa e foi dele o passe final, para o golo de Jiménez, aos 75 minutos. Daqui para a frente, mesmo com mais um homem no meio-campo, o Benfica recuou e o Rio Ave carregou em busca do empate. Um remate de Gonçalo Paciência ao poste foi o momento mais aflitivo para as águias, mas os três pontos foram mesmo conquistados. O tetra pode ser festejado na próxima ronda.

ESTORIL 2–1 CHAVES

A fechar a jornada, o Estoril recebeu e venceu o Desportivo de Chaves, confirmando a manutenção que já se adivinhava. Com Pedro Emanuel no banco, a equipa da Linha de Cascais melhorou bastante e este foi mais um jogo onde o demonstrou. Num jogo equilibrado e de oportunidades repartidas, o Chaves adiantou-se no marcador aos 23 minutos, num livre directo de Bressan. A perder ao intervalo, o Estoril entrou mais determinado após o descanso. Aos 66 minutos, André Claro entrou em campo e precisou apenas de 6 minutos para marcar o golo do empate. Não contentes com isso, os canarinhos foram atrás da reviravolta. Aos 83 minutos, o guarda-redes do Chaves, António Filipe, derrubou Kléber à entrada da área e foi expulso. Na cobrança do livre consequente, Mattheus Oliveira atirou para o fundo da rede, dando a vitória ao Estoril.

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