A três jornadas do fim, não há forma de o gelo quebrar


Benfica e Porto continuam taco a taco. O gelo não quebra debaixo dos pés e os dois continuam a deslizar rumo ao fim da temporada. O problema, para o Porto, é que é preciso o Benfica cair e já só faltam três jornadas. Nas outras lutas, o super Vitória de Guimarães (que ainda vai à Luz) soma seis vitórias seguidas e já leva 8 pontos de vantagem para o rival Braga. Na luta dos aflitos, o Moreirense fez um pontinho, enquanto Nacional e Tondela perderam. Isto, afinal, já está tudo decidido?

V. SETÚBAL 0–2 V. GUIMARÃES

No duelo vitoriano em Setúbal, os sadinos entraram em bem no jogo, balanceados para o ataque, e criaram algumas boas ocasiões de golo. Os intentos dos atacantes, contudo, esbarraram na falta de pontaria e em remates bloqueados ou defendidos por Douglas. O Vitória de Guimarães ia explorando o contra-ataque, com perigo, mas também não marcou na primeira parte. Após o descanso, os minhotos surgiram melhor na partida, com mais iniciativa de jogo. Aos 64 minutos, o nulo foi desfeito por Hernâni, após passe de Marega. Os da casa só de bola parada ameaçavam a baliza de Douglas e foi mesmo o Vitória de Guimarães a marcar de novo, já no minuto 90, num golo semelhante ao primeiro. Marega assistiu Raphinha e o brasileiro atirou para o fundo das redes quando Varela saiu da baliza. Sexta vitória consecutiva do Vitória de Guimarães, que atravessa um grande momento.

BOAVISTA 1–0 TONDELA

A precisar urgentemente de pontos, o Tondela apresentou uma pálida imagem na visita ao Bessa. A equipa de Pepa limitou-se a ver o Boavista jogar e marcou passo a três jornadas do fim. Os axadrezados criaram inúmeras ocasiões na primeira parte, mas o golo teimava em não aparecer. Depois do intervalo, foi vira o disco e toca o mesmo. O Tondela dispôs apenas de uma boa ocasião, num contra ataque, que Heliardo desperdiçou, permitindo a defesa de Vagner. Depois chegou finalmente o golo dos axadrezadas. Numa brilhante jogada colectiva, a bola passou por vários jogadores do Boavista até à assistência primorosa de Tiago Mesquita para Iuri Medeiros, que só teve de encostar. O Tondela volta a ficar a três pontos do Moreirense.

NACIONAL 0–2 RIO AVE

Quem também voltou a marcar passo foi o Nacional, que parece cada vez mais condenado à descida. Apesar da derrota, os insulares deixaram melhor imagem que o Tondela no seu jogo. Não houve um domínio avassalador do Nacional, mas um jogo bem disputado com o Rio Ave, em que ambas as equipas pareciam poder marcar a qualquer momento. Depois de uma primeira parte sem golos, a esperança nacionalista caiu por terra muito cedo no segundo tempo. Logo aos 49 minutos, Tarantini aproveitou um corte pouco eficaz da defesa anfitriã para adiantar os vila-condenses no jogo. A equipa de Luís Castro aumentou a sua vantagem ao minuto 74, num remate muito bem colocado de Krovinovic. Com dois jogos fora nas próximas duas jornadas, o Nacional está encaminhado para a descida.

BENFICA 2–1 ESTORIL

Teste difícil para o Benfica, na recepção ao Estoril. Na primeira parte, os encarnados estiveram por cima e dispuseram de algumas ocasiões, mas foi só de penálti que conseguiram marcar. Aos 29 minutos, Jonas cobrou o castigo máximo, após falta sobre Nélson Semedo na área, e tranquilizou os adeptos na Luz. Mas o intervalo seria mau conselheiro para as águias. Após o descanso, o Estoril entrou fortíssimo na segunda parte, com um inesperado e avassalador caudal ofensivo. Ederson e os ferros da baliza foram evitando males maiores, mas 59’ surgiu mesmo o golo da igualdade, apontado por Kléber, após passe de Ailton. O Benfica demorou a entrar na segunda parte e arriscava-se a pagar caro, mas o inevitável Jonas serenou os ânimos. Aos 66 minutos, o avançado brasileiro tirou um coelho da cartola e marcou um golaço. Mais três preciosos pontos rumo ao inédito tetra.

CHAVES 0–2 PORTO

No que se previa uma deslocação difícil, o Porto foi a Chaves tomar conta da partida. Apesar da primeira parte sem golos, os dragões pareceram sempre estar no controlo dos acontecimentos e o Chaves pouco ou nada ameaçou a baliza de Casillas. Depois do intervalo, a equipa mostrou-se determinada em chegar ao golo e conseguiu-o logo ao minuto 52, com Francisco Soares a reagir rápido a uma defesa incompleta e a encostar para o fundo das redes. O Chaves esteve ainda menos presente na segunda parte do que na primeira, e aos 72 surgiu com naturalidade o segundo dos azuis e brancos. André André desmarcou-se bem, Otávio colocou-lhe a bola, e o médio deu um toque certeiro a desviar de António Filipe. Já perto do fim, aos 89’, contratempo para os dragões, com Maxi Pereira a ver o vermelho directo após uma entrada a pés juntos.

AROUCA 2–2 MOREIRENSE

Dos três clubes em luta pela manutenção, o Moreirense foi o que mostrou melhor atitude e também o único que pontuou nesta jornada. A equipa de Petit foi a Arouca com vontade de vencer, mas o guião da partida parecia querer pregar uma partida. Depois de desperdiçar algumas ocasiões, o Moreirense mostrou pouca acutilância defensiva e permitiu que Tomané adiantasse o Arouca à meia-hora de jogo. Quando o Moreirense já pensava no intervalo, os da casa chegaram mesmo ao 2–0, com Crivellaro a desviar um cruzamento rasteiro de Mateus. O descanso, contudo, fez bem aos cónegos, que marcaram logo no primeiro minuto da segunda parte. Boateng só teve de encostar após passe de Sougou. A equipa de Petit estava decidida a levar pontos de Arouca e Boateng fez o bis aos 57’, dando um curto mas importante passo rumo à manutenção.

FEIRENSE 2–1 MARÍTIMO

Na recepção ao Marítimo, o Feirense regressou às vitórias, que já escapavam há três jornadas. Ainda assim, o jogo foi complicado para a equipa de Nuno Manta. Os fogaceiros marcaram logo aos dez minutos, com um excelente desvio de Karamanos a cruzamento de Vítor Bruno. O Marítimo reagiu e foi criando perigo, com o golo da igualdade a surgir ao minuto 24, num auto-golo de Flávio. Mas a igualdade durou pouco, porque 5 minutos depois Erdem Sen fez penálti sobre Etebo. Tiago Silva, na conversão da grande penalidade, não perdoou. Já perto do intervalo, uma entrada imprudente de Cris, que já tinha amarelo, resultou na expulsão do jogador do Feirense. A jogar com dez toda a segunda parte, a equipa da casa soube conter o Marítimo, que praticamente não teve chances de inverter o resultado.

BRAGA 2–3 SPORTING

Excelente jogo de futebol em Braga, no confronto entre os bracarenses e o Sporting. Numa primeira parte de várias ocasiões, foi o Braga a chegar primeiro ao golo, aos 13 minutos. Ricardo Horta aproveitou uma bola perdida na área e, de recarga, fez o primeiro da partida. Aos 27, contrariedade para os leões, com Alan Ruiz a sair lesionado. Três minutos depois, penálti para os leões, mas Adrien atirou ao lado. Depois do intervalo, vieram mais golos. Os leões tiveram outro penálti logo aos 50’ e desta vez foi Bas Dost a cobrar, fazendo o empate. Aos 75’, Bas Dost bisou de cabeça, após cruzamento de Zeegelaar. Quatro minutos depois, o Braga voltava a empatar a partida, com Rui Fonte a encostar após passe de Pedro Santos. Mas os de Alvalade não estavam ainda satisfeitos e, ao minuto 79, Bas Dost completou o hat-trick, novamente de cabeça, após cruzamento de Schelotto. Não foi feliz a estreia de Abel Ferreira no comando técnico do Braga, que está já a 8 pontos do rival Vitória.

BELENENSES 1–2 PAÇOS DE FERREIRA

No fecho da jornada, Domingos Paciência não conseguiu pôr fim ao ciclo de derrotas do Belenenses. Depois de uma primeira parte sem golos e de domínio dividido, os azuis até foram a primeira equipa a marcar. Maurides chutou forte aos 50 minutos, aproveitando uma má saída de Defendi. Mas a equipa de Belém não soube manter a vantagem e, aos 69’, Luiz Phellype empatou para o Paços de penálti, castigando uma falta de Abel Camará na área. Quando o empate parecia o resultado certo, Vasco Rocha teve um momento mágico de inspiração, aos 88’. Bailando por entre os adversários na área, atirou para o fundo das redes, provocando a sétima derrota consecutiva do Belenenses.

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