
A Liga Portuguesa continua ao rubro. Agora, além da luta pelo título e pela Europa, a manutenção também começou a agitar. Aliás, nesta jornada, os seis primeiros classificados venceram todos. Portanto, mexidas só mesmo lá no fundo. O Nacional venceu finalmente (algo que não acontecia há muito, muito tempo) e beneficiou das derrotas de Tondela, Moreirense e Estoril (que foi a equipa que derrotaram) para ganhar pontos a todos os concorrentes directos. Ainda assim, continuam em posição de descida.
FEIRENSE 0–1 BRAGA
O Braga superou a deslocação complicada a Santa Maria da Feira, num jogo bem disputado e que esteve longe de estar resolvido. Apesar disso, os bracarenses foram a equipa que mais procurou a vitória e a que esteve por cima no jogo. Na primeira parte, o Feirense causou pouco perigo e o Braga pareceu sempre mais perto do golo. Perto do intervalo, Cartabia aproveitou um péssimo alívio da defesa fogaceira e rematou de primeira para o golo, aos 41 minutos. Após o descanso, o Braga entrou melhor e podia ter ampliado a vantagem. Como não o fez, sofreu até ao fim, com o Feirense a desperdiçar algumas ocasiões para empatar. A mais flagrante foi um penálti, que Etebo bateu, permitindo a defesa de Marafona.
PAÇOS DE FERREIRA 1–1 AROUCA
Chegou ao fim a série de derrotas consecutivas do Arouca. A primeira parte do jogo, em Paços de Ferreira, quase só teve ocasiões para a equipa da casa. Os pacenses chegaram ao golo muito cedo, com Ricardo Valente a marcar logo aos 6 minutos. Depois foram desperdiçando ocasiões para ampliar. Já perto do intervalo, o Arouca ameaçou pela primeira vez, com Sami a atirar uma bomba do meio da rua, que embateu com estrondo na barra. No segundo tempo, o Arouca pareceu determinado em evitar mais uma derrota. Mas só depois da hora de jogo é que o Arouca chegou ao golo, num remate em jeito de André Santos. Até ao fim, houve mais alguns lances de perigo, mas o empate não se desfez.
PORTO 3–0 BELENENSES
Sem surpresas, o Porto venceu o Belenenses no Dragão e pressionou o Benfica por mais 24 horas. Após algumas oportunidades desperdiçadas, os dragões adiantaram-se no marcador ao minuto 37, com Danilo a encher o pé dentro da área, após André Silva amortecer de cabeça. Num jogo em que os azuis e brancos dominaram sempre, o Belenenses raras vezes se aproximou com perigo da baliza de Casillas. Foi, por isso, com naturalidade que o Porto ampliou a vantagem no segundo tempo. Aos 70’, Francisco Soares marcou de cabeça, após cruzamento de Corona, confirmando que os seus golos significam vitórias para o Porto. Pouco depois, aos 74, Brahimi marcou de penálti, castigando uma falta que o próprio sofrera. A luta pelo título mantém-se viva.
SPORTING 4–0 BOAVISTA
O Sporting recebeu e o goleou o Boavista por 4–0. Os protagonistas da noite foram dois: Bas Dost, com três golos, e Bruno César com três assistências (contabilizando para isso o penálti sofrido). O primeiro do jogo, contudo, teve outros protagonistas: foi Schelotto que assistiu Alan Ruíz, e o argentino inaugurou o marcador ao minuto 20. Nove minutos depois, começou o show Bas Dost. Bruno César aproveitou um erro infantil da defesa axadrezada e, na cara do guarda-redes, tocou para o lado, para o holandês encostar. Na segunda parte, logo ao minuto 48, foi de penálti que Bas Dost bisou. Aos 63, novamente Bruno César a arrancar e a passar para o encostar fácil de Bas Dost. O Boavista nunca ameaçou a baliza de Rui Patrício.
RIO AVE 0–0 V. SETÚBAL
Em Vila do Conde, Rio Ave e Vitória de Setúbal protagonizaram um jogo de muita luta, mas que não foi particularmente bem jogado. Com o domínio da partida a ser dividido entre as duas equipas, as ocasiões de golo dignas desse nome foram praticamente inexistentes. De facto, o único facto digno de nota neste jogo foi o cartão vermelho para Nélson Monte, que estava no banco do Rio Ave. Quando o momento mais marcante envolve um jogador com 0 minutos de jogo, isso diz tudo.
ESTORIL 0–1 NACIONAL
O Nacional pôs fim a uma série de muitos jogos sem vencer, com uma boa vitória no terreno do Estoril que anima a luta pela manutenção. O jogo foi dividido, com ambas as equipas a disporem de várias ocasiões para marcar. Ainda assim, o Nacional pareceu quase sempre por cima no jogo, numa atitude que demonstra que os insulares ainda acreditam na manutenção. O esforço da equipa agora orientada por João de Deus foi recompensado ao minuto 77, quando Zizo atirou para o fundo da baliza, após passe de Victor García. O guarda-redes do Estoril, Moreira, não fica muito bem na fotografia. O Estoril perde pela primeira vez sob o comando de Pedro Emanuel e permanece em zona ainda perigosa. O Nacional fica a apenas um ponto do primeiro clube acima da linha de água, o Moreirense.
V. GUIMARÃES 2–1 TONDELA
O bom momento do Vitória de Guimarães continuou na recepção ao Tondela. O primeiro golo dos minhotos surgiu aos 14 minutos, mas antes disso já tinham desperdiçado duas boas ocasiões. No golo, Texeira rematou e teve sorte no desviu que a bola fez em Osorio, enganando o guardião do Tondela. Numa primeira parte onde só dava Vitória, a equipa de Pedro Martins conseguiu ampliar a vantagem já no tempo de compensação, aos 46’, com um cabeceamento de Hurtado após cruzamento de Hernâni. A segunda parte foi mais calma, o Vitória tentou gerir, o Tondela tentou contraria. Ao minuto 82, Douglas fez penálti sobre Murillo e, na conversão, Jaílson reduziu para os tondelenses. Não chegou para evitar a derrota, que mantém a equipa no último lugar e vê o Nacional afastar-se.
MOREIRENSE 0–1 BENFICA
Quando há greve nos transportes, mas são garantidos os serviços mínimos, as pessoas chegam ao destino, mas a viagem não é agradável. O Benfica está mais ou menos nesse registo. Vence, mas não convence. Na visita a Moreira de Cónegos, os encarnados demoraram muito a criar ocasiões. O primeiro remate digno desse nome aconteceu depois dos 20 minutos de jogo. O único golo da partida, aos 42 minutos, nasce de bola parada, com Pizzi a bater um livre para a área e Mitroglou a cabecear à vontade para o golo. No segundo tempo, o Moreirense pareceu sempre mais ameaçador do que o Benfica. O total desacerto dos atacantes minhotos fez com que desperdiçassem várias boas ocasiões, sem que Ederson tenha feito uma única defesa. Mas no fim o que conta são os três pontos e o Benfica mantém a liderança.
MARÍTIMO 2–1 CHAVES
O fecho da jornada na Madeira fez-se com um excelente jogo de futebol entre o Marítimo e o Chaves. Os visitantes entraram bem no jogo e dispuseram de algumas boas ocasiões. A ineficácia dos transmontanos não permitiu o golo e foi o Marítimo a adiantar-se, aos 37 minutos, com um remate bem colocado de Keita, após uma peitada de Fransérgio a amortecer. Depois do descanço, o Chaves voltou a entrar bem, em busca do empate. O golo surgiria mesmo aos minuto 56, com Perdigão a encostar, na recarga a um remate de Bressan que Marcelo defendeu para a frente. O Chaves continuou a atacar, em busca da reviravolta, mas num contragolpe muito bem executado, foi o Marítimo a marcar novamente, com Fransérgio novamente a assistir, para António Xavier encostar para o golo. Com esta vitória, o Marítimo mantém vivo o sonho de um lugar europeu.