
O Clássico deu em empate. Não há forma de Benfica e Porto se separarem na tabela. Faltam sete jornadas para o fim e agora é sofrer a bom sofrer, cada um à espera que o outro tropece. O Sporting aproveitou e aproximou-se dos líderes e fugiu mais ao Braga. Os bracarenses, aliás, protagonizaram um dos jogos da jornada, desperdiçando uma vantagem de três golos. Com isso, foram apanhados pelo Vitória de Guimarães na tabela.
CHAVES 1–0 PAÇOS DE FERREIRA
O jogo inaugural da jornada 27 marcou o regresso do Chaves às vitórias. Os flavienses até deixaram que o Paços fosse a equipa a controlar as operações, mas os visitantes nunca conseguiram traduzir esse domínio em lances de perigo. A grande maioria das ocasiões do jogo surgiram em remates de longe, com uma bola na barra para cada equipa. O único golo da partida foi um pouco caricato. Após canto de Fábio Martins, Braga faz um cruzamento/remate fraco, Defendi defende para a frente e Gégé, que estava logo ali, acaba por empurrar a bola para a própria baliza. Jogo fraco, onde os 3 pontos foram para a equipa que teve mais sorte.
NACIONAL 1–2 V. GUIMARÃES
Pedro Martins surpreendeu, apresentando um onze de “segunda linha” na viagem à Madeira. E, ainda assim, o Vitória conseguiu levar os três pontos da Choupana, agravando a crise do Nacional. A equipa minhota foi a melhor em campo, embora as oportunidades tinham sido mais ou menos divididas. Foi um jogo aberto, com boas ocasiões e que podia ter terminado com mais golos. Rafael Miranda inaugurou o marcador aos 25’, na sequência de um canto. O segundo só apareceu perto do final, aos 85’, e foi marcado por Texeira. Só quando se viu a perder por dois é que o Nacional pareceu mais determinado. Zizo reduziu aos 91 e o Nacional chegou mesmo a marcar o segundo, mas foi anulado por falta ofensiva. Na sequência do lance, houve muita confusão e um vermelho, para Rui Correia.
TONDELA 0–2 ESTORIL
O Tondela voltou a enfrentar um adversário do seu campeonato, desta vez em casa, e voltou a falhar. O Estoril mantém o excelente registo, sem derrotas, desde a chegada de Pedro Emanuel ao comando técnico. Ainda assim, este esteve longe de ser um jogo brilhante. Houve muito poucas ocasiões de golos e um futebol pouco atractivo. Os dois golos do Estoril são ambos apontados de penálti, por Kléber, aos 17’ e aos 92’. Ambos resultaram de faltas de Cláudio Ramos, guarda-redes que acabou expulso no segundo penálti. No final, o que fica é que o Estoril deu um passo importante para a manutenção e o Tondela parece cada vez mais longe da salvação.
BOAVISTA 0–1 RIO AVE
Jogo bem disputado no Bessa, entre duas das boas equipas da Liga. Com ocasiões de parte a parte e domínio repartido do jogo, nenhuma das equipas parecia capaz de desfazer o nulo. Embora o empate se adequasse, o jogo merecia golos. Aos 74’, Luís Castro lançou Adama Traoré e, dois minutos depois, o maliano adiantou os vila-condenses com um cabeceamento após canto de Krovinovic. O Boavista foi atrás do empate, sempre com Iuri Medeiros na construção e, muitas vezes, também na finalização. Mas até foram do Rio Ave as duas melhores ocasiões, flagrantes, ambas desperdiçadas por um Gonçalo Paciência sem instinto goleador. Não foi grave porque o Rio Ave aguentou a vantagem e saiu do Bessa com os três pontos.
BENFICA 1–1 PORTO
O clássico foi um bom jogo de futebol, com ocasiões de parte a parte, e que acabou empatado, deixando a luta pelo título em aberto. O Benfica entrou melhor no jogo e, logo aos 7 minutos, Jonas marcou de penálti, após ter sofrido a falta que lhe deu origem. O Porto começou a reagir a meio da primeira parte, mas o intervalo chegou com a vantagem dos encarnados. No segundo tempo, foi o Porto a entrar mais forte e, fruto disso, chegou ao empate aos 49’, pelo ex-benfiquista Maxi Pereira. A partir daí, foi a vez de os guarda-redes brilharem. Ederson, numa saída rapidíssima aos pés de Soares, negou a reviravolta. Depois, o Benfica foi a equipa mais perigosa até ao fim, com Jonas e Mitroglou a esbarrarem na muralha de Casillas. O Porto pareceu, em campo, uma equipa mais satisfeita com o empate. Certo é que o Benfica mantém o primeiro lugar.
V. SETÚBAL 2–0 MOREIRENSE
Há sete jornada que o Vitória de Setúbal não vencia para o campeonato. Desta vez, a jogar em casa, os sadinos resolveram rapidamente a partida. João Amaral, logo aos 4 minutos, e Edinho, aos 15’, fizeram dois belíssimos golos, muito semelhantes. Ambos remates fortes e colocados, de fora da área, de pé esquerdo. A história da primeira parte não teve muito mais para oferecer. No segundo tempo houve mais chances, mas o Moreirense, com Petit a estrear-se no banco, nunca pareceu capaz de discutir a partida. No final, aceita-se a vitória sadina, que deixa o Moreirense em posição ainda muito frágil, 4 pontos apenas acima da linha de água.
BELENENSES 1–2 FEIRENSE
Na visita a Belém, o Feirense conseguiu a terceira vitória consecutiva! Grande momento de forma da equipa de Nuno Manta Santos. O Belenenses até foi a primeira equipa a marcar, num lance onde Vaná fica muito mal e Juanto aproveita, decorria o minuto 17. O Feirense demorou a entrar no jogo e o intervalo fez bem à equipa. Aos 68’, Edson Farias fez o empate para o Feirense, aproveitando um ressalto na área. A reviravolta surgiu já ao cair do pano, num penálti convertido por Etebo, aos 89. O Belenenses desperdiça a vantagem e o Feirense segue imparável.
AROUCA 1–2 SPORTING
Em Arouca, o Sporting ainda teve um susto, mas acabou por sair com os três pontos. Mateus adiantou a equipa da casa no marcador, aos 9, num cabeceamento após cruzamento de Vítor Costa. A partir daí, o Sporting tomou conta das operações. Após várias ocasiões desperdiçadas, Alan Ruíz fez o empate aos 34. Logo a seguir, Bruno César fez o segundo dos leões, completando a reviravolta. Na segunda parte, os leões descansaram e geriram a vantagem, sem que haja grande coisa para contar. Boa jornada para os leões que recuperaram pontos para Benfica e Porto e aumentaram a vantagem sobre o Braga.
BRAGA 3–3 MARÍTIMO
Para o final da jornada estava reservado um dos melhores jogos. Braga e Marítimo, na luta pela Europa, protagonizaram um jogo impróprio para cardíacos. Os anfitriões entraram fortíssimos no jogo, com Baiano a marcar aos 11 minutos e, quatro minutos depois, Cartabia a ampliar. Depois foram precisos mais dez minutos apenas para chegar o terceiro, numa cabeçada de Rui Fonte. O jogo parecia decidido mas, como diria Rui Vitória, faltou o quarto golo para matar o jogo. O Marítimo não baixo os braços e reduziu aos 38 minutos, por Keita. Já muito perto do intervalo, aos 43, Erdem Sen ainda fez outro, reduzindo para a margem mínima. O Marítimo foi quase sempre a melhor equipa na segunda parte. Aos 83 minutos foi compensada pela atitude, com o golo da igualdade, novamente por Erdem Sen. Grande jogo de futebol e grande balde de água fria para os bracarenses.