O bafo do dragão está cada vez mais quente


Um Porto de gala, no Dragão, despachou o Nacional da Madeira com um 7–0. É a maior goleada da Liga e deixa os azuis e brancos com o melhor ataque (já tinham a melhor defesa) da prova. Mais modesto, e com muito mais dificuldade, o Benfica também venceu, no terreno do Feirense, mantendo o primeiro lugar. Na luta europeia, o Braga voltou às vitórias e o Sporting empatou em casa com o Vitória minhoto.

MOREIRENSE 0–0 BOAVISTA

Na abertura da jornada, assistiu-se a um duelo de axadrezados muito equilibrado. Moreirense e Boavista repartiram tudo, desde os momentos de domínio, às ocasiões e aos dados estatísticos. Quase todos os lances de perigo surgiram de remates de meia-distância ou de lances de bola parada. As duas ocasiões mais soberanas aconteceram ambas já em tempo de compensação e ambas na sequência de livres directos. Schons bateu um livre forte que Vagner não segurou e Boateng não conseguiu marcar na recarga. Depois, Carraça de livre directo atirou ao poste da baliza dos cónegos. No final, o empate e a divisão de pontos aceitam-se perfeitamente.

BRAGA 3–1 AROUCA

Na recepção ao Arouca, o Braga pôs fim à série de seis jogos sem vencer para o campeonato. A equipa de Jorge Simão dominou a maior parte do encontro e entrou bem. Logo aos 12 minutos, Rui Fonte encostou para o golo, após cruzamento rasteiro de Pedro Santos. Só que cinco minutos depois, Mateus igualou para o Arouca. O Braga manteve-se por cima e foi atrás de repor a vantagem, mas isso só aconteceria no segundo tempo. Aos 69’, Rui Fonte bisou com uma assistência subtil de Hassan. Quatro minutos depois, Battaglia selou a vitória dos arsenalistas com um remate potente de fora da área.

PORTO 7–0 NACIONAL

A história do jogo no Dragão resume-se aos golos e a mais algumas ocasiões. Na recepção ao Nacional, penúltimo classificado à entrada para a jornada, aconteceu o que se previa: uma vitória tranquila. Mas mais do que tranquila, foi esmagadora. O Nacional não existiu, sofreu a maior goleada da Liga e saiu deste jogo como último classificado, pior ataque e pior defesa. Na festa azul e branca, destaque para o já inevitável Francisco Soares, com mais dois golos. Mas André Silva também bisou e houve ainda golos de Óliver, Brahimi e Layún. O Porto ficou com o melhor ataque da prova (já tinha a melhor defesa) e manteve a luta acesa com o Benfica.

FEIRENSE 0–1 BENFICA

Logo a seguir ao jogo do Porto, o Benfica entrou no campo do Feirense com a obrigação de vencer para manter a liderança. E o jogo não foi nada fácil. Apesar do domínio constante e da posse de bola esmagadora, o Benfica teve muitas dificuldades. Aliás, o Feirense foi tão bom a explorar as suas ocasiões, que acabou com mais remates que os encarnados: 10 contra 9. Este dado espelha bem a dificuldade que o Benfica teve em furar a barreira do Feirense. O único golo da partida surgiu ao minuto 42, por Pizzi, com assistência de Carrillo. Ederson voltou a salvar os encarnados em algumas ocasiões e a segurar os três preciosos pontos.

PAÇOS DE FERREIRA 0–0 TONDELA

A jogar em casa, a equipa do Paços de Ferreira tomou conta das operações durante todo o jogo. Foram poucas as ocasiões em que o Tondela conseguiu chegar com perigo à baliza de Defendi, que fez apenas uma defesa no jogo. Do outro lado, contudo, Cláudio Ramos fez mais uma boa exibição, intervindo bem sempre que foi chamado a isso. Defendeu quatro remates à baliza dos pacenses e o resto foi desacerto dos atacantes, como mostram os 11 remates que falharam o alvo. Para o Tondela, é mais um precioso ponto, que volta a deixar a equipa em igualdade pontual com o Nacional.

MARÍTIMO 1–0 V. SETÚBAL

A solidez defensiva do Marítimo voltou a manifestar-se na recepção ao Vitória de Setúbal. Numa primeira parte em que a equipa da casa esteve por cima, os verde-rubros marcaram numa das poucas ocasiões que tiveram, com Fransérgio a rematar forte de fora da área. Após o intervalo, o Vitória foi a melhor equipa e procurou sempre o golo do empate. Costinha, Agu, João Amaral e Zé Manuel estiveram todos perto do golo, mas Charles Marcelo foi resolvendo o que havia para resolver. O Marítimo consolida o sexto lugar e está apenas a 3 do quinto.

BELENENSES 2–1 CHAVES

Excelente jogo de futebol no Estádio do Restelo. Num duelo dividido, com oportunidades de parte a parte, o Chaves saiu por cima ao intervalo, graças a um remate de longe de Pedro Tiba. A bola ressaltou em Gonçalo Silva e traiu o guarda-redes, que se limitou a vê-la entrar. Na segunda parte, o Belenenses foi mais afirmativo e assumiu um maior controlo da partida. Mesmo assim, o golo da igualdade chegou só ao minuto 71, com Maurides a cabecear forte após livre de Miguel Rosa. A reviravolta no marcador aconteceu já depois do minuto 90, com Maurides agora no papel de assistente, fazendo um passe mortífero para Tiago Caeiro encostar para o 2–1. Os azuis igualaram o Chaves na tabela.

SPORTING 1–1 V. GUIMARÃES

Em Alvalade, após a reeleição esmagadora de Bruno de Carvalho, a equipa de futebol voltou a tropeçar. Tal como acontecera em Guimarães, o Sporting voltou a desperdiçar uma vantagem frente ao Vitória. Desta vez, contudo, foi apenas de um golo, mas o protagonista voltou a ser Marega (ele que andava apagado há meses). O Sporting dominou a partida, mas sem nunca ser avassalador. O primeiro golo da partida aconteceu ao minuto 35, com Bas Dost a cabecear atrasado na área, para Alan Ruíz marcar. No segundo tempo, o Vitória foi mais perigos. Após algumas ameaças, o golo surgiu mesmo aos 76’, com Marega a finalizar após passe de Bruno Gaspar.

ESTORIL 0–2 RIO AVE

A jornada encerrou na Amoreira, onde o Estoril não se conseguiu impor apesar do factor casa. O Rio Ave foi sempre melhor equipa e esteve sempre mais perto do golo. Mesmo depois do primeiro golo, com Guedes a marcar após assistência de Gil Dias, o Rio Ave esteve sempre mais perto do segundo do que o Estoril do empate. A equipa da casa teve algumas ocasiões, mas os vila-condenses tiveram mais. E o desperdício era tal que parecia que a coisa ainda ia correr mal ao Rio Ave. O golo que confirmou a vitória surgiu já no minuto 91, com Gil Dias a carimbar uma excelente exibição.

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