
Com a primeira mão dos oitavos de final concluída, há um pouco de tudo. Há eliminatórias em que está praticamente tudo resolvido, há eliminatórias que estão bem encaminhadas e há eliminatórias com tudo em aberto. Os dois clubes portugueses em prova, Benfica e Porto, tiveram sortes diferentes. Mas se a tarefa do Porto para a segunda mão é quase impossível, a do Benfica não se afigura muito mais fácil. Façamos então um round-up ao que aconteceu.
O que já está resolvido
Começamos pelo Porto. A equipa de Nuno Espírito Santo não entrou mal no jogo, mas Alex Telles complicou muito as contas dos dragões. Aos 25, viu um amarelo por uma entrada muito dura sobre quadrado. Dois minutos depois, entrou em carrinho sobre Lichtsteiner e viu o segundo. A jogar com dez, parecia uma questão de tempo até a Juventus marcar. Allegri teve duas substituições perfeitas. Pjaca entrou aos 67 e marcou o primeiro, cinco minutos depois. Dani Alves entrou a seguir ao golo e marcou no lance seguinte. Com o 0–2, só um milagre salvará o Porto em Turim.
Em Leverkusen, o Atlético de Madrid bateu os alemães por 4–2. Com dois golos na primeira parte, de Ñíguez e Griezmann, o jogo parecia resolvido. Mas o Leverkusen reagiu. No arranque da segunda parte, Bellarabi reduziu. Gameiro voltou a colocar a diferença de dois golos, de penálti, mas um auto-golo de Savic voltou a dar esperança aos alemães. Já perto do fim, aos 86, Fernando Torres fez o resultado final. Com a competência defensiva do Atlético, a segunda mão em Madrid parece estar no papo.
Também na Alemanha, o Bayern cilindrou o Arsenal com 5–1. Os bávaros marcaram logo aos 11, num golaço de Robben. O Arsenal empatou à meia-hora, com Alexis a marcar na recarga a um penálti em que permitiu a defesa de Neuer. O empate ao intervalo dava esperança aos ingleses, mas o Bayern foi implacável na segunda parte. Aos 53, Lewandowski fez o segundo. Três minutos depois, assistiu Thiago para o terceiro. Aos 63, Thiago fez o quarto. Já perto do fim, aos 88, Thiago assistiu Müller para o 5–1 final. Com a qualidade da equipa do Bayern, o Arsenal pode bem dizer adeus à Champions.
O que está bem encaminhado
Se a segunda mão não fosse em Camp Nou, este jogo estaria na categoria acima. Mas a vitória do PSG por 4–0 sobre o Barcelona não é uma garantia de apuramento. Os franceses sabem-no, de certeza, porque achar que o Barça não consegue vencer por 5–0, seja que adversário for, é um engano. Ainda assim, a equipa de Emery fez uma primeira mão soberba. Com dois golos em cada parte, o PSG abriu o marcador num livre directo de Di María. Draxler, de pé direito, fez o segundo. Após o descanso, Di María bisou, com um excelente remate em jeito, de fora da área. E Cavani fez o 4–0 final. Está quase despachado, mas é preciso controlar a máquina catalã na segunda volta.
Também o Real Madrid tem a sua eliminatória quase resolvida, mas a vantagem de apenas dois golos não deixa os merengues descansados. Na recepção ao Napoli, os italianos até foram os primeiros a marcar, logo aos 8 minutos, por Insigne. Dez minutos depois, Benzema igualava a partida. Na segunda parte, o Real marcou mais dois golos, no espaço de cinco minutos. Toni Kroos fez o segundo aos 49 e, aos 54, o ex-portista Casemiro fez um golaço. Até ao fim, o Real não conseguiu o quarto, que seria bem mais confortável. Ainda assim, o Napoli tem de conseguir o 2–0 para seguir em frente.
O Manchester City, com a vitória por 5–3 sobre o Monaco, podia estar na próxima categoria, mas vamos deixá-los aqui. É que o Monaco, apesar dos três golos fora e da desvantagem de apenas dois, tem de vencer por dois golos em casa. Ora, indo à procura desses golos, o Monaco dará espaço a um City perigosíssimo no contra-golpe, com jogadores velozes e eficazes. Desta primeira mão, que foi um verdadeiro hino ao futebol, destaque para um golão de chapéu, de Falcao, ele que bisou e ainda falhou um penálti. Independentemente de quem passar, seria perfeito se a segunda volta fosse tão boa como a primeira.
O que ainda está em aberto
O jogo com menos golos desta primeira mão dos oitavos foi o Benfica — Dortmund. Para isso, muito contribuíram Aumbameyang e Ederson. O primeiro, porque falhou ocasiões claríssimas, incluindo um penálti. O segundo, porque defendeu tudo o que havia para defender, incluindo um penálti. O golo de Mitroglou dá esperança aos encarnados para a segunda volta, mas será preciso, provavelmente, um Ederson perfeito outra vez, e o desacerto dos atacantes do Dortmund. Ainda assim, o Benfica venceu, sem sofrer golos, o que é sempre um bom registo para levar para a segunda volta.
Em Espanha, o Sevilla podia ter resolvido a eliminatória, mas não foi capaz. Num jogo em que os andaluzes dominaram por completo, Joaquín Correa falhou um penálti logo aos 14 minutos. Aos 25, Sarabia marcou finalmente para o Sevilla, traduzindo em golos o domínio da equipa. Na segunda parte, Correa redimiu-se e aumentou para dois, após um excelente trabalho de Jovetic. Mas aos 73, Jamie Vardy reduziu para o Leicester. O resultado final de 2–1 é muito perigoso para o Sevilla, que vai jogar a Inglaterra contra um Leicester que precisa deste boost europeu para salvar a equipa de uma época interna muito má.
Equipa da Jornada
