Benfica passa o teste em Braga e deixa tudo na mesma


A difícil deslocação a Braga deu mais uma vitória ao Benfica, que assim passou o teste de mais uma “final”. Os encarnados mantêm a liderança, com um ponto a mais que o Porto. Os dragões venceram, tal como o Sporting, que ganhou vantagem no terceiro lugar, face à derrota do Braga e ao empate do V. Guimarães.

PORTO 4–0 TONDELA

Abrindo a jornada frente ao último classificado, o Porto não deixou escapar a oportunidade de colocar pressão no Benfica. Os dragões até tiveram algumas dificuldades na primeira parte, com o fantasma da ineficácia a pairar de novo sobre a equipa. Mas um penálti aos 43’, que André Silva concretizou, e uma expulsão no Tondela já nos descontos da primeira parte, resolveram a questão. No segundo tempo, Rúben Neves marcou um golaço, numa bomba de fora da área. Francisco Soares voltou a marcar, aos 63. E Diogo Jota fechou as contas já no tempo de descontos. Pelo meio, houve muitas mais oportunidades desperdiçadas.

MOREIRENSE 1–1 ESTORIL

As duas equipas imediatamente acima da linha de água defrontaram-se em Moreira de Cónegos. Na primeira parte, o Moreirense foi a equipa mais perigosa. Primeiro, os cónegos marcaram na sequência de um livre, mas o golo foi anulado por fora-de-jogo. Depois houve duas bolas na trave. O Estoril só ameaçava de bola parada. Na segunda parte, o Moreirense marcou finalmente, por Sougou. A equipa da casa ainda introduziu mais uma bola na baliza, noutro lance anulado por fora-de-jogo. Já perto do final da partida, o Estoril chegou a igualdade com um auto-golo de Rebocho, após cruzamento de Gustavo Tocantins. É o terceiro jogo sem perder do Estoril, que parece aos poucos estar a recuperar.

CHAVES 2–0 AROUCA

A primeira parte do jogo em Trás-os-Montes arrancou com um golo madrugador da equipa da casa. Renan Bressan, na cobrança de um livre directo, atirou colocado. Bolat ainda tocou, mas era indefensável. O Arouca reagiu bem e foi atrás do empate. A segunda parte foi bem mais animada, com várias ocasiões de golo e o Arouca perto do empate. O Chaves ia explorando os momentos em que tinha bola, mas o Arouca dominava. Até que, ao minuto 80, Fábio Martins fez um golaço, num remate em jeito, sentenciando a partida a favor do Chaves.

FEIRENSE 0–1 BOAVISTA

Depois de cinco jogos sem perder, o Feirense, a jogar em casa, não se conseguiu impor ao Boavista. Os axadrezados dominaram toda a partida e foram sempre a equipa mais próxima do golo. Só de bola parada o Feirense conseguia ameaçar a baliza de Vagner, e mesmo desses lances poucas oportunidades surgiram. Depois de uma primeira parte sem golos, o Boavista foi mais acutilante no segundo tempo. Aos 63 minutos, Iuri faz um excelente passe para Iván Bulos que domina e atira para o fundo das redes. A estreia a marcar do reforço de Inverno deu os três pontos às panteras.

SPORTING 1–0 RIO AVE

O jogo 400 de Rui Patrício pelo Sporting trouxe mais trabalho ao guardião do que alguns esperavam. O Rio Ave entrou muito forte no jogo, chegando com perigo à baliza leonina por várias vezes no primeiro quarto de hora. Contra a corrente de jogo, Alan Ruiz abriu o marcador aos 20’, na recarga a um remate de Gelson. Mas o Rio Ave não acusou o golpe e continuou a ser a equipa mais perigosa na primeira parte. Após o intervalo, o jogo acalmou bastante. Houve muito menos ocasiões, apesar de o Rio Ave não ter perdido o ascendente na partida. Ainda assim, os vila-condenses nunca conseguiram bater Patrício e saíram de Alvalade com a derrota.

PAÇOS DE FERREIRA 2–1 V. SETÚBAL

A primeira parte do Paços — Vitória foi pobre a nível de ocasiões. Na verdade, o único lance de nota é mesmo o do golo de Welthon, oas 24 minutos, que levou os pacenses em vantagem para o intervalo. Isto apesar de o Vitória ter tido mais bola. Na segunda parte, os sadinos cresceram um pouco, mas continuaram a ter muitas dificuldades em criar lances de perigo. Para piorar as coisas, Welthon bisou na partida, aos 64’, confirmando o excelente momento que atravessa. O Vitória só conseguiu reduzir já para lá do minuto 90, quando Meyong converteu um penálti, após falta sofrida pelo mesmo. Três preciosos pontos para o Paços, que ainda está em zona de perigo.

BELENENSES 1–1 V. GUIMARÃES

Miguel Rosa foi o primeiro a ameaçar o golo, num livre directo perigoso. Mas o Vitória de Guimarães marcaria primeiro, num lance de magia de Hernâni, que culminou com um remate colocado, aos 10 minutos. Pouco depois, Marega quis imitar o companheiro, mas o remate embateu no poste. Aos 18, depois da primeira ameaça, Miguel Rosa marcou mesmo, estabelecendo o empate. O segundo tempo teve menos momentos de perigo e o jogo dividido a que se assistiu justifica a igualdade.

BRAGA 0–1 BENFICA

Num jogo de muita luta e muito equilibrado, o Benfica teve sérias dificuldades para vencer esta “final”. Na primeira parte, de entre os lances de perigo que existiram numa e noutra baliza, foi do Braga o mais perigoso. Battaglia saltou mais alto, após um canto, e atirou ao poste da baliza de Júlio César. Na segunda parte, o jogo continuou ao mesmo ritmo, com muita luta mas menos ocasiões. Tudo parecia encaminhar-se para um empate quando Mitroglou abriu o livro. Num lance improvável, o grego desembrulhou-se de vários adversários na área bracarense e bateu Marafona. O Benfica mantém a liderança depois de passar um dos mais difíceis testes.

MARÍTIMO 0–0 NACIONAL

O dérbi madeirense encerrou a jornada de forma tristonha. O aflito Nacional até fez uma boa partida, sobretudo no primeiro tempo em que foi a equipa mais perigosa. Na segunda parte foi o Marítimo a ter ascendente. Logo no reatar, Dyego Sousa marcou para os maritimistas, mas o golo foi anulado porque a bola teria ultrapassado a linha antes do cruzamento. Já perto do fim, mais um lance de arbitragem em destaque: penálti assinaldo a favor do Marítimo, mas o árbitro volta atrás na decisão por indicação do auxiliar. No fim de contas, um dérbi madeirense que ficou aquém do esperado.

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