Poucas mexidas no fim da jornada 21


Os três grandes venceram os respectivos jogos, deixando tudo na mesma. Na luta pelos lugares europeus, do 4º ao 9º classificado todos empataram, excepto o Vitória de Guimarães. No fundo da tabela, o Nacional ganhou mais um pontinho e o Estoril 3. Tudo somado, há muito poucas novidades no fim desta jornada.

BENFICA 3–0 AROUCA

No jogo inaugural da jornada 21, o Benfica recebeu o Arouca e fez uma boa primeira parte, mostrando que queria resolver o jogo cedo. O primeiro lance de aflição foi um cruzamento desviado por Nuno Coelho que quase fazia auto-golo. A bola foi à barra. Depois, Jonas cruzou para Mitroglou inaugurar de cabeça. O mesmo Mitroglou fez o bis após uma entrada fulgurante de Eliseu pela área. O Arouca fez a primeira grande ameaça com um remate de Mateus, que Ederson defendeu. E aos 41, Ederson volta a ser protagonista, por outros motivos. Saída impetuosa da área em que atinge o adversário na coxa e é expulso. A jogar com dez, o Benfica entregou o controlo, mas ampliou a vantagem logo a abrir a segunda parte. Carrillo, aos 49, fez o 3–0. O Arouca teve muito mais bola daí para a frente, mas só por uma vez ameaçou a baliza de Júlio César.

TONDELA 0–1 FEIRENSE

Depois de ter abandonado o último lugar, o Tondela tinha aqui uma boa ocasião para dar sequência à recuperação. E a equipa da casa até entrou bem no jogo. Nos primeiros 25 minutos, o Tondela dispôs de várias boas ocasiões, mas todas elas esbarraram em Vaná ou na falta de pontaria dos avançados. O Feirense respirou mais no que restava da primeira parte, mas foi sempre o Tondela a equipa mais dominadora. No segundo tempo, as ocasiões mais flagrantes foram para o Feirense. Duas ameaças, ambas de chapéu, foram ineficazes. A primeira defendida por Cláudio Ramos, num chapéu que ficou curto, e a segunda saiu por cima, num chapéu que ficou longo. O golo só surgiria mesmo de penálti. Falta sobre Tiago Silva, que se encarregou também de converter, ao minuto 82. Aos 91 ainda houve um vermelho para um homem do Feirense, Flávio Ramos, e um livre perigoso para o Tondela. Mas a vitória foi mesmo para os visitantes, que somam 5 jogos sem perder.

V. SETÚBAL 0–0 CHAVES

À beira da meta da tranquilidade dos 30 pontos, Vitória e Chaves encontraram-se em Setúbal em igualdade pontual. E foi em igualdade pontual que terminaram o jogo. O Vitória foi quase sempre a melhor equipa e a que criou mais ocasiões perigosas, mas bola teimava em não entrar. No primeiro tempo, foi Nuno Santos a atirar à barra, numa espécie de cruzamento barra chapéu ao guarda-redes. Na segunda parte, foi João Carvalho, num violento remate de fora da área, a atirar novamente ao ferro, com a bola a bater ainda nas costas do guarda-redes e a sair para canto. O Chaves não deixou de incomodar aqui e ali, mas este não estava talhado para ser um jogo de golos. As duas equipas ficam com 29 pontos, apenas a 1 desse objectivo mínimo.

ESTORIL 2–1 PAÇOS DE FERREIRA

Depois do empate em Braga, que pôs ao ciclo de sete derrotas consecutivas, o Estoril voltou, finalmente, às vitórias. O jogo não foi particularmente interessante, nem bem jogado. O primeiro golo da partida surgiu logo aos 10 minutos, com Licá a aproveitar uma falha da defesa pacense para meter a bola na baliza. O Paços reagiu e foi crescendo na partida. À passagem da meia-hora, Barnes Osei recebe na esquerda, trabalha bem dentro da área e remata ao primeiro poste, para o golo do empate. O Estoril reagiu ao golo e, passados apenas 4 minutos, voltou a passar para a frente do marcador. Livre bombeado para a área, André Claro desvia de cabeça e a bola sofre ainda um desvio em Monteiro, que engana o guarda-redes. A segunda parte foi o pior momento, sem uma ocasião digna desse nome. Pedro Carmona consegue finalmente três preciosos pontos para o seu Estoril.

V. GUIMARÃES 0–2 PORTO

No Estádio D. Afonso Henriques, o Porto entrou em campo sabendo já que o Benfica tinha vencido. Pressionados para vencer, os dragões entreram bem no jogo e foram-se aproximando com perigo da baliza de Douglas. Aos 36 minutos, o golo inaugural surgiu por Francisco Soares, com assistência de André Silva. O brasileira marcou assim à sua antiga equipa e continua a provar o bom investimento do Porto. O Vitória reagiu ao golo e foi a melhor equipa até ao fim da primeira parte e no arranque da segunda. Os vimaranenses, contudo, estavam de pontaria desafinada e Casillas praticamente não teve de defender. A entrada de Diogo Jota no Porto voltou a dar ímpeto aos dragões. Depois de desperdiçar uma primeira ocasião, o jovem português regressou mesmo aos golos, após passe de Alex Telles. O Porto mantém assim a pressão no líder Benfica.

NACIONAL 1–1 BELENENSES

O Nacional continua a sua busca desesperada de pontos, mas a vitória continua sem surgir. Numa primeira parte muito animada na Choupana, houve oportunidades de parte a parte, com o Belenenses a desperdiçar algumas claríssimas e o Nacional a causar muito perigo nas bolas paradas. O primeiro golo surgiu ao minuto 26, com Washington a cruzar rasteiro da direita e Aristeguieta a encostar. A segunda parte afinou pelo mesmo diapasão, com o Belenenses a ser um pouco superior. Essa superioridade traduziu-se no golo do empate, com Miguel Rosa a cruzar da esquerda e Juanto a antecipar-se aos defesas para fazer o golo. Embalados pelo golo, os azuis do Restelo ainda podiam ter dado a volta, mas desperdiçaram duas boas ocasiões criadas até ao fim. O Nacional iguala novamente o Tondela, com 14 pontos.

MOREIRENSE 2–3 SPORTING

Numa primeira parte bem disputa, com claro domínio do Sporting, o Moreirense foi uma equipa que soube aproveitar muito bem os contra-ataques. Daí que, aos 17 minutos, Dramé tenha adiantado a equipa da casa no marcador. O Sporting quase empatou por Gelson, de cabeça, mas Makaridze fez uma grande defesa. O golo surgiria mesmo, aos 40’, com Bas Dost a assistir Alan Ruiz, que atirou para o fundo, com a ajuda de um desvio do defesa. Mas três minutos depois, o Moreirense voltou à vantagem. Penálti de Patrício, que viu amarelo, e Cauê a converter no 2–1. Na segunda parte, o Sporting voltou mais determinado. Aos 68’, Podence, que tinha entrado há poucos minutos, rematou ao poste e Bas Dost marcou na recarga. Cinco minutos depois, Schelotto passa atrasado da linha de fundo e Adrien remata para o 2–3. O Moreirense ainda ameaçou o empate, na jogada seguinte, mas Dramé acertou na barra.

BOAVISTA 1–1 BRAGA

O Estádio do Bessa assistiu a um bom confronto entre o Boavista e o Braga. Os visitantes marcaram cedo, logo aos 9 minutos, por Stojiljkovic, que cabeceou após cruzamento de Pedro Santos. O Boavista não se deixou ir abaixo e foi atrás do resultado. Aos 37, Gamboa derrubou Edu Machado na área e Fábio Espinho marcou o penálti que deu o empate aos axadrezados. Na segunda parte, houve mais oportunidades de parte a parte, mas Vagner e Marafona estavam lá, quando os atacantes acertavam na baliza. Num excelente jogo, muito equilibrado, o empate é um resultado que se aceita perfeitamente. O Braga soma o quarto jogo consecutivo sem vencer na Liga.

RIO AVE 0–0 MARÍTIMO

Em Vila do Conde, duas equipas que ainda sonham com a Europa protagonizaram um bom jogo. Na primeira parte só deu Rio Ave. Os da casa tiveram várias ocasiões para marcar, em jogadas de entendimento ou remates de longe, mas não acertavam na baliza. No segundo tempo, o desperdício continuou, agora com os ferros a entrar na equação. Primeiro foi Ruben Ribeiro a rematar ao poste da baliza do Marítimo. Depois, num livre do meio-campo, Maurício Antônio viu Cássio adiantado e rematou mesmo dali… e acertou na trave. Era um golaço! O Rio Ave voltou a acertar na barra, desta vez por Krovinovic. E depois Maurício Antônio marcou para o Marítimo, mas em fora-de-jogo, e o golo não contou. Uma segunda parte de loucos, num jogo onde o zero a zero assenta mal.

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