
Benfica e Sporting foram os grandes vencedores da jornada 16. Com o Braga a escorregar no jogo inaugural, empatando na Madeira, e com a derrota do Vitória de Guimarães na recepção ao Benfica, o Sporting igualou o Braga na tabela, deixou o Vitória para trás e aproximou-se do Porto. Os dragões voltaram a sofrer de falta de eficácia: numa avalanche de remates, nenhum golo marcado. O Benfica fica agora com 6 pontos de vantagem para o segundo classificado. Vê a Equipa da Semana no final dos rescaldos dos jogos.
NACIONAL 0–0 BRAGA
No primeiro jogo fora da Pedreira para Jorge Simão, o Braga não foi além de um empate na Choupana. No Nacional estreava-se Predrag Jokanovic no banco — na sua segunda passagem. O jogo em si foi fraco, com pouquíssimas ocasiões de golo. A mais clara pertenceu a Tiago Rodrigues, do Nacional, que ficou isolado graças a um atraso defeituoso da defesa bracarense. Na cara de Marafona, contudo, Tiago Rodrigues não teve frieza para marcar e atirou ao lado. De resto, a uma primeira parte muito morna seguiu-se uma segunda não muito melhor, onde o Nacional teve sempre mais bola, mas o Braga fez mais remates. Um zero a zero justo para o que as equipas mostraram.
ESTORIL 0–1 MARÍTIMO
Mais uma derrota para o Estoril de Pedro Carmona, desta vez na recepção ao Marítimo. O técnico espanhol ainda não venceu desde que assumiu o comando dos canarinhos mas a equipa tem evoluído. O Estoril foi quase sempre a equipa por cima no jogo. Teve mais bola, mais remates, mais ocasiões de golo. Mas num canto, ao minuto 37, Raul apontou de cabeça o único golo da partida, dando os três pontos ao Marítimo. O Estoril não desistiu de procurar o golo, mas foi mais fraco na segunda parte do que na primeira. A situação começa a tornar-se apertada para a equipa de Carmona, que se vai aproximando da linha de água.
V. GUIMARÃES 0–2 BENFICA
Na complicada deslocação a Guimarães, o Benfica soube resolver a partida cedo. Com o Vitória a tentar explorar a velocidade dos seus avançados em ataques rápidos, o Benfica era a equipa mais paciente em campo. Quando a velocidade de Salvio apareceu, conjugada com um excelente pormenor individual, o argentino rasgou a defesa vimaranense e assistiu Jonas. Primeiro golo na Liga para o melhor marcador do ano passado. Depois, foi a vez de Jonas assistir Mitroglou e o grego fez o segundo, aos 42 minutos. O Vitória foi melhor na segunda parte, teve mais ocasiões, mas faltou sempre eficácia aos pupilos de Pedro Martins. O Benfica passou um teste que se antevia muito complicado e segue isolado no primeiro lugar.
PAÇOS DE FERREIRA 0–0 PORTO
Sabendo de antemão que o Benfica tinha vencido, o Porto entrou em campo pressionado com a necessidade de vencer para não deixar escapar os rivais. Contudo, a ineficácia ofensiva dos dragões voltou a manifestar-se de forma contundente. Foram 23 remates (ainda que apenas 7 desses tenham ido à baliza) e zero golos. Ou a pontaria não ia calibrada, ou Defendi impunha-se nos postes, ou os remates eram bloqueados. Foram 90 minutos em que só deu Porto. No final, e sem razões de queixa da arbitragem, os portistas viram o Benfica afastar-se na liderança e o Sporting aproximar-se.
TONDELA 1–2 AROUCA
Num jogo muito animado, o último classificado Tondela recebeu o Arouca e perdeu em casa. A equipa de Lito Vidigal entrou a ganhar, com Walter González a marcar de cabeça logo aos 5 minutos. A primeira parte teve ocasiões em ambas as balizas, mas o Arouca foi a equipa que teve mais bola e as melhores oportunidades. No segundo tempo, o Tondela reagiu, teve mais posse, mas criou pouco perigo. Foi mesmo o Arouca a marcar novamente, aos 63 minutos, por Jorge Intima. Num jogo onde houve várias oportunidades desperdiçadas, o Tondela acabou por conseguir reduzir num livre de Pité, onde o guarda-redes é mal batido. Insuficiente para evitar a derrota, o Tondela permanece no último lugar da Liga.
RIO AVE 2–2 CHAVES
O duelo pelo 6º lugar foi tão bom quanto prometia. Em Vila do Conde, Rio Ave e Chaves protagonizaram o mais empolgante jogo da jornada 16. Embora a equipa da casa tenha tido bastante mais posse de bola que o visitante (62% para 38%, com parciais exactamente iguais para a primeira e para a segunda parte), o Chaves aproveitou muito bem os contra-ataques para criar perigo. Tarantini adiantou o Rio Ave aos 18 minutos, no único golo da primeira parte. No segundo tempo, o jogo não mudou muito, com duas equipas sempre em busca do golo, praticando um futebol muito positivo. Aos 54’, num grande pontapé em vólei, Fábio Martins fez o golo da igualdade. Aos 75’, o Chaves deu a volta, com um golo de Rafael Lopes. Mas o jogo frenético não estava acabado e Hélder Guedes restabeleceu a (justa) igualdade.
BOAVISTA 1–0 V. SETÚBAL
No Estádio do Bessa, o Boavista impôs o seu futebol e foi sempre a equipa mais perigosa em campo. Tirando partido de algum cansaço dos sadinos, face ao jogo da Taça da Liga onde venceram o Sporting, o Boavista criou várias ocasiões. O único golo, contudo, surgiu apenas de grande penalidade. Fábio Espinho converteu o castigo máximo, dando os três aos axadrezados. O Vitória nunca conseguiu incomodar seriamente a baliza de Agayev e podia até ter sofrido mais golos.
SPORTING 2–1 FEIRENSE
A recepção ao Feirense parecia o jogo ideal para o Sporting garantir uma vitória tranquila. O início do jogo alinhou-se nesse sentido. Dominando claramente a partida, os leões chegaram ao golo logo aos 5 minutos, pelo inevitável Bas Dost. Passaram pouco mais de dez minutos até que a história se repetisse, com o holandês a bisar na partida. Tudo parecia encaminhado para uma exibição segura, mas o primeiro contratempo aconteceu aos 37’, quando Adrien teve de ser substituído por lesão. Sem o capitão em campo, o Sporting voltou a ser outra equipa. O Feirense ganhou mais ânimo e ameaçou e chegou mesmo ao golo, aos 61 minutos, por Platiny. O Sporting foi sempre a melhor equipa em campo, mas acabou o jogo numa aflição que parecia perfeitamente evitável no primeiro tempo.
MOREIRENSE 1–0 BELENENSES
Numa primeira parte em que o Belenenses foi a equipa mais perigosa, o Moreirense conseguiu aguentar-se bem na defesa e explorar o contra-ataque quando a oportunidade surgia. No segundo tempo, o Moreirense apareceu mais atrevido, mas sem nunca conseguir encostar o Belenenses. Os azuis do Restelo mantinham-se apostados em levar os três pontos da visita ao Minho, mas o golo tardava em aparecer. Como quem não marca, sofre, o Belenenses sofreu um rude golpe, já perto do final. Aos 84 minutos, num lance confuso na área, a bola sobra para David Ramírez que remata para o fundo das redes, dando os 3 pontos à equipa da casa.
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