
Não houve surpresas na jornada pré-natalícia da Liga Portuguesa. Como naquelas famílias em que já se sabe quem vai oferecer o dinheiro, o pijama, as meias e o livro do Gustavo Santos, os clubes portugueses não estavam muito interessados em surpreender as respectivas famílias. Dos 9 primeiros, só dois perderam (Rio Ave e Marítimo) e dos 9 últimos, só dois ganharam (Boavista e Feirense). Como já sabias, o Porto-Marítimo, que já se tinha jogado antes da jornada 14, não entrou para as contas RealFevr. Aqui fica o rescaldo dos restantes jogos e a Dream Team da semana.
BENFICA 2–0 RIO AVE
A jogar diante dos seus adeptos, o Benfica entrou no jogo com vontade de resolver cedo. Numa primeira parte totalmente dominada pelos encarnados, a defesa do Rio Ave entrou mal na partida, dando muitas facilidades. Foi de um erro da defesa que surgiu o primeiro golo do Benfica. Muito lentos a recuperar a posição, deixaram Mitroglou em jogo e completamente isolado para fazer o primeiro da partida, aos 14 minutos. O segundo surgiria já perto do intervalo, num grande lance de Pizzi, com o contributo subtil de Rafa. No segundo tempo, provavelmente já a pensar na ceia natalícia, o Benfica deu a iniciativa de jogo ao Rio Ave. Os vila-condenses mostraram bom futebol, criaram lances de ataque, mas só numa ocasião estiveram realmente perto de marcar, com Ederson a negar com uma grande defesa.
NACIONAL 0–2 BOAVISTA
Na Madeira, o Nacional decidiu dar 45 minutos de avanço ao Boavista. Os axadrezados, a jogar de laranja, não enjeitaram a generosa oferta e fizeram questão de a aproveitar. Logo aos 11 minutos, Makhmudov inaugurou o marcador, numa jogada de insistência dos visitantes. Aos 32’, num golo de belo efeito, Renato Santos ampliou a vantagem da equipa de Miguel Leal. O Nacional estava outra vez em maus lençóis na Choupana. Na segunda parte, a equipa da casa quis mostrar-se mais, mas o futebol produzido não acompanhava a vontade psicológica. O Nacional mostrou muito pouco e a melhor ocasião do segundo tempo foi mesmo do Boavista. Até ao fim, o resultado não mudou, deixando os insulares num dos piores natais dos últimos anos.
FEIRENSE 2–0 PAÇOS DE FERREIRA
Depois da saída de José Mota, o Feirense conseguiu pôr fim à série de 5 derrotas consecutivas para a Liga. Ainda assim, a equipa do Paços foi a mais perigosa no primeiro tempo, tendo criado algumas ocasiões claras de golo. Porém, aos 36 minutos o árbitro assinalou um penálti para o Feirense. Na conversão, Fabinho inaugurou o marcador para a equipa da casa. Depois do intervalo, o Paços continuou a ser a equipa mais atacante, mas o Feirense dispôs de uma grande oportunidade que não conseguiu concretizar. Depois, aos 63’, nova grande penalidade para a equipa da casa. Platiny foi o escolhido para bater e não perdoou, estabelecendo o resultado final e os preciosos 3 pontos para o Feirense.
BRAGA 2–1 MOREIRENSE
No duelo minhoto entre Braga e Moreirense, os visitantes deixaram uma boa imagem, discutindo o resultado com actual terceiro classificado da Liga. Na estreia de Jorge Simão no banco bracarense, a equipa da casa viu o Moreirense criar perigo algumas vezes no decurso da primeira parte. Mas aos 33 minutos, na sequência de um canto de Wilson Eduardo, a bola chegou a André Pinto que rematou rasteiro para inaugurar o marcador. O Moreirense não baixou os braços e 41, num remate potente e colocado, Dramé repôs a igualdade. A segunda parte voltou a ser bem disputada, com ligeiro ascendente do Braga. Contudo, só aos 79 é que os arsenalistas marcaram, com Ricardo Ferreira a desviar de cabeça um livre de Wilson. Os centrais do Braga estiveram em grande na vitória que mantém o Braga no terceiro lugar.
BELENENSES 0–1 SPORTING
Na deslocação a Belém, o Sporting já sabia que os três primeiros tinham vencido e não podia perder mais pontos. Apesar do domínio claro dos leões e de terem criados algumas ocasiões de golo, o lance mais perigoso da primeira parte pertenceu mesmo aos da casa. Num contra-ataque de três contra apenas um, os homens do Belenenses não tiveram o discernimento para concluir o lance em golo. Na segunda parte, o Sporting continuou a procurar o golo, mas deu mais iniciativa aos azuis. O primeiro lance de verdadeiro perigo foi um livre de Adrien, que Joel Pereira desviou para a barra. O Belenenses também atirou uma bola ao poste do Sporting, mas seriam mesmo os leões a chegar ao golo. Quando o Natal já se afigurava tristonho, Joel Campbell tirou um dos seus cruzamentos venonosos e Bas Dost apareceu com uma flecha ao segundo poste, encostado para o golo. Decorria o minuto 93 e o Sporting garantia uma tardia mas justa vitória.
CHAVES 1–0 ESTORIL
Com uma entrada em campo fortíssima, o Chaves teve várias ocasiões para marcar na recepção ao Estoril. A primeira parte foi toda dos flavienses, mas o desacerto dos atacantes impedia que o volume ofensivo se traduzisse em golos. Só perto do intervalo é que o Estoril ameaçou pela primeira vez a baliza do Chaves. Com a estreia de Ricardo Soares no banco dos transmontanos, a equipa fez questão de mostrar-se ao novo técnico, continuando o festival ofensivo na segunda parte. Ao Estoril ia valendo Moreira e o desacerto dos flavienses. Mas à passagem do minuto 68, o que parecia inevitável aconteceu mesmo. Depois de mais uma defesa de Moreira, incompleta, Fábio Martins encostou na recarga, marcando o único golo do jogo.
V. SETÚBAL 3–0 TONDELA
Em Setúbal, o Tondela até entrou bem no jogo, criando alguns lances de perigo. Mas o Vitória tomou conta do jogo e impôs o seu futebol. O primeiro golo dos sadinos surgiu aos 36 minutos, com um cruzamento da esquerda desviado para o fundo das redes pelo central do Tondela, João Pica. Cinco minutos depois, João Amaral aumentou a contagem com um bom remate de ângulo difícil. Indo para o intervalo a perder por dois golos, o Tondela via a sua missão muito complicada. No segundo tempo, o Vitória voltou a ser a equipa mais forte e o 3–0 surgiu aos 73 minutos. O azarado João Pica voltou a ser o autor, fazendo o segundo auto-golo da noite, desta vez de cabeça. O Vitória foi a única equipa a marcar mais de dois golos nesta jornada natalícia, uma excelente prenda para os homens de Couceiro.
AROUCA 0–1 V. GUIMARÃES
A encerrar a jornada, o Arouca recebeu um Vitória de Guimarães em grande forma, que quis dar mais um presente aos seus adeptos. A equipa da cidade berço foi sempre a mais perigosa na partida, mas o golo parecia não querer marcar presença nesta partida. Depois de uma bola na barra na primeira parte, o Vitória acertou nos ferros mais duas vezes no segundo tempo. Foi preciso esperar pelo minuto 80 para ver a rede balançar finalmente. Numa jogada de Marega a entrar na área pela esquerda, a bola acabou por sobrar para Hernâni que rematou de pronto, sem hipóteses para Bracalli. Estava feita a justiça no marcador e a garantia de um Natal mais feliz para uma das melhores equipas desta primeira metade da Liga.
Equipa da Semana
