Um Benfica mais líder depois do dérbi


O Benfica reforçou a liderança na jornada 13. A jogar em casa, os encarnados conseguiram levar de vencida os rivais de Alvalade, com um 2–1 num jogo bastante equilibrado. Com isto, os leões caíram para 3º lugar, ultrapassados por um Porto que goleou em Santa Maria da Feira. Nos restantes jogos, destaque para o comeback do Nacional, que deu a volta a um 0–2 para acabar a vencer 3–2, e para a terceira vitória consecutiva (!) do Rio Ave de Luís Castro. Poucas chicotadas psicológicas correm tão bem (até ver). No final do post, a habitual equipa da semana.

V. SETÚBAL 2–0 ESTORIL

Na abertura da jornada, em Setúbal, assistiu-se a um jogo equilibrado, quer nos dados estatísticos, quer nas oportunidades de golo. A diferença esteve na eficácia. O Estoril foi a equipa que criou mais oportunidades na primeira meia-hora de jogo, mas quem chegou ao golo foi o Vitória. Na recarga a um remate forte que Moreira não segurou, João Amaral cabeceou para o fundo das redes. No segundo tempo, foram precisos apenas 5 minutos para que o Vitória voltasse a marcar, pelo veterano atacante Edinho. O Estoril não baixou os braços e tentou inverter o rumo da partida, com os sadinos a explorarem o contra-ataque, mas o resultado não se alterou até ao final.

BELENENSES 1–0 MARÍTIMO

O Belenenses recebeu o Marítimo e conseguiu fazer um jogo relativamente tranquilo. Com as melhores ocasiões de golo, os azuis do Restelo chegaram à vantagem aos 28 minutos, por intermédio de Gerso Fernandes. O Marítimo reagiu como pôde, mas os insulares nunca criaram verdadeiro perigo junto às redes de Joel Pereira. Com a vantagem mínima, o Belenenses também tentou um golo que desse mais tranquilidade, mas no final o 1–0 foi suficiente para arrecadar os três pontos.

CHAVES 2–1 MOREIRENSE

Chaves e Moreirense protagonizaram um duelo aguerrido e equilibrado, com oportunidades de parte a parte. A equipa da casa foi a que entrou com mais determinação, chegando com perigo à baliza adversária por várias ocasiões. O golo surgiu aos 16 minutos, num excelente pontapé de bicicleta de Willian. O Moreirense foi atrás do resultado, comandado pelo já habitual Daniel Podence. A igualdade foi conseguida aos 33’, com Podence a assistir Boateng, que rodou na área, com classe, e atirou para o fundo das redes. No segundo tempo, o golo podia ter caído para qualquer lado e o empate seria um resultado justo. Mas aos 92, Rafael Lopes cabeceou junto ao poste, dando os três pontos ao Chaves.

BOAVISTA 1–2 V. GUIMARÃES

No Estádio do Bessa, quem tiver chegado atrasado perdeu dois golos. O Vitória de Guimarães marcou logo aos 3 minutos, com Texeira a desviar de cabeça um canto de Raphinha. Dois minutos depois, canto para o Boavista, Iuri Medeiros a cobrar e Philipe Sampaio, de cabeça, a fazer o empate. Com um início tão empolgante, ninguém esperava a primeira parte sem chances que se seguiu. No segundo tempo, o jogo continuou dividido, com as equipas a chegarem com mais perigo à baliza adversária. Aos 68’, num livre directo frontal para o Vitória, Hurtado aponta o segundo dos visitantes, com Agayev a parecer mal-batido. O Boavista foi a equipa mais perigosa até ao fim, mas não conseguiu evitar a derrota.

NACIONAL 3–2 TONDELA

Os dois últimos encontraram-se na Choupana, e a primeira parte do Nacional foi para esquecer. Começou no aquecimento, quando o melhor marcardo do Nacional, Hamzaoui, se lesionou e teve de sair da ficha de jogo. Aos 23 minutos, o Tondela adiantou-se no marcador, com Wagner a aproveitar uma bola perdida na área. Pouco depois, à meia-hora, Miguel Cardoso aumentou a vantagem com um remate potente. O mesmo Miguel Cardoso teve uma ocasião soberana para aumentar ainda mais a vantagem, mas desperdiçou. Mas o Nacional foi buscar forças ao intervalo e voltou com outra atitude. Aos 62 minutos, um auto-golo de Kaká reduziu a desvantagem. Três minutos depois, César fez o golo da igualdade. Quando o empate já parecia ser o resultado final, Bonilla concluiu a reviravolta do Nacional, aos 89. Os insulares conseguem escapar da zona de despromoção e o Tondela é agora o último.

FEIRENSE 0–4 PORTO

A história da visita do Porto ao Feirense teve o seu capítulo decisivo logo aos 3 minutos, quando é assinalado penálti para o Porto, com expulsão de Ícaro. André Silva fez o golo e a única dúvida que restava era quantos mais marcaria o Porto. O Feirense, contudo, não desistiu da sua filosofia de jogo e podia ter empatado, num remate de Tiago Silva ao poste. Depois, Brahimi aumentou a vantagem. No segundo tempo, primeiro Marcano e depois André Silva, no bis, confirmaram aquilo que parecia óbvia desde o minuto 3. Perto do fim da partida, nova ocasião para o Feirense, nova bola na barra. Platiny, com muito espaço na área, rematou com violência, deixando o ferro da baliza de Casillas a tremer.

BENFICA 2–1 SPORTING

O jogo grande da jornada disputou-se na Luz e foi uma boa partida de futebol, com oportunidades para ambas as equipas. O Benfica adiantou-se no marcador aos 24 minutos, num contra-ataque rapidíssimo conduzido por Guedes, com Rafa a assistir de trivela para a conclusão de Salvio. O Sporting foi atrás do prejuízo, mas as redes não balançaram mais antes do intervalo.

O início da segunda parte foi frenético, com Bas Dost a rematar ao poste e o Benfica, logo de seguida, respondendo com eficácia. Nélson Semedo sobre à linha de fundo e cruza para Raul Jiménez cabecear para o 2–0. A pontaria dos atacantes benfiquistas penalizava a falta de eficácia de um Sporting com mais ataques e remates. Joel Campbell, que entrou ao intervalo, foi o grande agitador do ataque leonino e foi dos seus pés que saiu o cruzamento para o golo de Bas Dost, aos 69. Daí até ao fim houve mais ocasiões para ambas as equipas, mas o resultado estava fechado. Os encarnados cimentaram a liderança e o Sporting caiu para 3º, ultrapassado pelo Porto.

BRAGA 3–0 PAÇOS DE FERREIRA

Num jogo onde queria espantar a desilusão da eliminação europeia, o Braga teve uma contrariedade muito cedo. Aos 7 minutos, Stojiljkovic lesionou-se e teve de sair. Aconteceu que o homem que entrou, Rui Fonte, seria a figura do encontro. Não precisou de dez minutos para fazer o primeiro da partida, aos 16, respondendo a um bom cruzamento rasteiro de Wilson Eduardo. Pouco depois, foi Ricardo Horta a abrir o livro, aumentando a vantagem com um golaço: remate em arco do bico da área, sem hipóteses para o guardião do Paços. Com o Braga a dominar a partida, sem que o Paços tenha causado perigo, o 3–0 surgiu com naturalidade. Novamente Wilson Eduardo a lançar Rui Fonte que, na cara do golo, não perdoou. A vitória convincente do Braga deixa os arsenalistas a apenas 1 ponto do Sporting, com quem jogarão na próxima ronda.

AROUCA 0–2 RIO AVE

A jornada encerrou com um Arouca — Rio Ave em que os golos só apareceram no final da partida. A primeira parte teve ascendente da equipa da casa, que chegou com mais perigo à baliza adversária. Ainda assim, não houve ocasiões claras e o nulo era um resultado aceitável face à fraca qualidade ofensiva. No segundo tempo, o Rio Ave teve mais bola e criou mais oportunidades, mas o golo continuava a não aparecer. O momento de viragem foi aos 75 minutos, quando Artur Moreira, do Arouca, viu o vermelho directo por uma entrada muito dura sobre Roderick. A jogar contra dez, os vila-condenses galvanizaram-se e foram à procura da terceira vitória consecutiva na Liga. O golo, contudo, surgiu apenas aos 89 minutos. Cruzamento da esquerda e Nelsinho faz uma desastrosa tentativa de alívio que atira a bola em rosca para a sua baliza. No último lance da partida, o Rio Ave ainda ampliou a vantagem, com um cabeceamento de Ronan Jerónimo.

Equipa da Semana

Equipa da Semana - Jornada 13 - Benfica mais líder

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