Campeonato ao rubro antes do dérbi lisboeta


Campeonato ao rubro, na semana antes do dérbi lisboeta. O Benfica abriu a jornada na Madeira e perdeu, pela primeira vez na Liga, garantindo um duelo escaldante para a próxima ronda. Isto porque o Sporting ganhou, tal como o Porto. O regresso às vitórias dos dragões não foi fácil e chegou apenas ao minuto 95, com um golo de um jovem avançado de 18 anos: Rui Pedro. Se isto não é deixar o campeonato em alvoroço, não sabemos o que será. Confere aqui a equipa da semana e lê o nosso rescaldo jogo a jogo.

MARÍTIMO 2–1 BENFICA

A jornada 12 abriu na Madeira, com a recepção do Marítimo ao Benfica, e foi aqui que aconteceu a grande surpresa. Num jogo em que os insulares tiveram apenas 18% de posse de bola, face aos 82% (!) do Benfica, o segredo esteve na eficácia. Em 9 remates, o Marítimo enquadrou 5 com a baliza de Ederson. No Benfica, dos 23 remates, apenas 4 foram enquadrados. Os madeirenses adiantaram-se muito cedo, com um golo de Ghazaryan aos 5 minutos. O empate surgiu aos 27’, com um remate de Nélson Semedo a ser desviado por Guedes. Só assim é que os encarnados conseguiram bater Gottardi. Para complicar, sempre que o Marítimo atacava, criava perigo. Num canto, Maurício Antônio cabeceou para o fundo das redes, aos 69’, castigando o desacerto defensivo das águias e a falta de pontaria na hora de rematar. Primeira derrota do Benfica no campeonato, que apimenta o dérbi da próxima jornada.

RIO AVE 3–1 TONDELA

Depois de ter finalmente regressado às vitórias na jornada passada, o Rio Ave não desperdiçou a recepção ao Tondela para fazer o segundo triunfo consecutivo. Luís Castro está a ter um excelente início no comando técnico dos vila-condenses. Dominando a primeira parte, a equipa da casa chegou ao golo aos 29 minutos, num cabeceamento de Yazalde. No segundo tempo, com o Tondela mais atrevido, foi novamente o Rio Ave a marcar, desta vez por Gil Dias, numa jogada de insistência. O Tondela foi ameaçando, sem desistir do jogo, mas foi só em tempo de compensação que conseguiu marcar. Bruno Monteiro desviou de cabeça um livre apontado por Miguel Cardoso. Havia pouco mais de um minuto para tentar o empate, mas foi o Rio Ave que voltou a marcar. Aproveitando a inclinação ofensiva dos visitantes, num rápido e mortífero contra-ataque, Filipe Augusto fez um chapéu perfeito, fechando o jogo em 3–1.

SPORTING 2–0 V. SETÚBAL

Com a derrota do Benfica, o Sporting entrou em campo sabendo que uma vitória deixaria os leões a apenas 2 pontos dos rivais. A equipa de Jorge Jesus fez uma primeira parte avassaladora, mostrando que queria resolver a partida cedo. No primeiro minuto houve a primeira ameaça e o golo surgiria ainda antes dos 10 minutos. Gelson Martins a cruzar e William Carvalho a desviar de cabeça. Depois houve um golo anulado a Bas Dost, por se ter apoiado num defesa, mas aos 36’ chegaria mesmo o 2–0, num livre de Bruno César a surpreender toda a gente, atirando directo quando se esperava um cruzamento. Na segunda parte a toada diminuiu um pouco, mas sem nunca deixar o Vitória respirar demasiado. Houve ainda um segundo golo anulado aos leões, mas o resultado não se alteraria. Com esta vitória, o Sporting visita a Luz com a possibilidade de chegar ao primeiro lugar, se derrotar os rivais.

PORTO 1–0 BRAGA

Com três empates consecutivos na Liga (mais dois noutras competições), o Porto precisava de voltar às vitórias com urgência. A recepção ao Braga era um jogo difícil, mas os dragões fizeram dele um jogo de sentido único. Sobretudo depois da expulsão de Artur Jorge, por cometer penálti sobre André Silva. O jovem avançado assumiu a cobrança, mas Marafona defendeu. Desde aí, sucederam-se as tentativas do Porto e as defesas do guardião bracarense. O Porto viu dois golos serem anulados, por fora-de-jogo, e o desfecho da partida começava a parecer igual aos restantes. Os minutos avançavam e, apesar do domínio completo, o golo não aparecia. Aos 75 minutos, para dar tudo na ponta final, Nuno Espírito Santo fez entrar o jovem avançado Rui Pedro, de 18 anos, para o lugar de Layún. Numa daquelas histórias a que se voltará daqui a uns anos, foi o jovem estreanto, desmarcado por Diogo Jota, a marcar o único golo da partida, decorria o minuto 95!

FEIRENSE 0–2 AROUCA

Sem vencer há seis jornadas, o Feirense entrou bem na recepção ao Arouca. Bracalli foi a grande figura da primeira parte, parando todos os remates da equipa da casa. No único lance de perigo do Arouca, a bola entrou mesmo na baliza, mas o árbitro invalidou por fora-de-jogo. No segundo tempo, o Arouca entrou mais atrevido e chegou ao golo por Nelsinho, com um remate potente ao primeiro poste. O Feirense voltou a ameaçar, mas Bracalli, com mais uma grande defesa, negou a igualdade. Noutro lance de ataque, Walter González fez um golaço, com um subtil toque de calcanhar, aumentando a vantagem dos visitantes. Até ao final, todos os lances de maior perigo pertenceram ao Arouca, que podia ter saído de Santa Maria da Feira com uma vantagem maior. Sétimo jogo sem vencer na Liga para o Feirense e segunda vitória consecutiva para o Arouca, confirmando assim os percursos antagónicos das duas equipas.

MOREIRENSE 3–1 NACIONAL

No duelo dos últimos, o Moreirense foi claramente superior, acentuando a crise do Nacional. A equipa da casa, agora orientada por Augusto Inácio, foi sempre superior a um Nacional sem ideias nem capacidade de criar perigo. O primeiro golo da partida foi apontado na primeira parte, na sequência de um canto de Francisco Geraldes, com André Micael a desviar de cabeça. Depois de Geraldes, o segundo tempo voltou a ter um emprestado do Sporting em grande destaque: Daniel Podence. O extremo do Moreirense esteve endiabrado e apontou dois golos no segundo tempo, sentenciando a partida. Outro leão destacou-se pela negativa: Tobias Figueiredo, o central emprestado ao Nacional, foi expulso pela segunda vez na temporada. Antes do final, o Nacional ainda reduziu, num penálti executado por Salvador Agra. Os pupilos de Manuel Machado voltaram a mostrar pouco e a equipa está agora sozinha no fundo da tabela.

ESTORIL 1–1 BELENENSES

Estoril e Belenenses protagonizaram-se um jogo morno e dividido, com algum ascendente para os visitantes. Depois de uma primeira parte sem golos e sem grandes ocasiões de parte a parte, o segundo tempo foi mais animado. O Belenenses atirou bolas aos ferros, desperdiçou uma grande penalidade, por André Sousa (que, lá está, atirou mais uma à barra), e marcou finalmente ao minuto 75, com Abel Camará a rematar na recarga de outra bola no ferro. José Moreira ficou mal na fotografia, dando ideia de que podia ter feito melhor para defender o remate. Seis minutos depois, como que em solidariedade para com o seu colega de posição, Joel Pereira, o guarda-redes do Belenenses, esteve também muito mal, deixando entrar um remate de Bazelyuk que era perfeitamente defensável. O empate soube melhor ao Estoril, que podia ter sofrido mais golos.

V. GUIMARÃES 1–1 CHAVES

Com uma entrada forte em campo, o Vitória de Guimarães marcou cedo, logo aos 3 minutos, por Hernâni. A equipa de Pedro Martins, contudo, não conseguiu sentenciar a partida e permitiu sempre ao Chaves respirar. Os visitantes nunca baixaram os braços e tentaram o empate por várias vezes, sem sucesso, na primeira parte. No segundo tempo, com o equilíbrio a manter-se, voltou a ser o Chaves a estar mais próximo do golo. Foi preciso entrar Patrão para que o Chaves chegasse ao golo. Dez minutos depois de ter entrado, o flaviense igualou a partida num remate cruzado onde a defesa vimaranense foi algo passiva. Já para lá dos descontos houve sururu e expulsões para ambos os lados: Rafael Assis do Chaves e Rúben Ferreira do Vitória viram o vermelho.

PAÇOS DE FERREIRA 2–1 BOAVISTA

Em processo de transição no comando técnico, depois do despedimento de Carlos Pinto, o Paços de Ferreira recebeu o Boavista com um treinador interino no banco. Isso não impediu a equipa da casa de entrar muito forte e determinada no jogo. Aos 18 minutos, Marco Baixinho inaugurou o marcador, na recarga a uma sapatada de Agayev. Menos de dez minutos depois, Welthon desviou um cruzamento para o fundo das redes, fazendo o 2–0. No segundo tempo, o Boavista arrancou um penálti aos 55 minutos, que valeu a expulsão de Miguel Vieira. Renato Santos apontou o castigo máximo e deu alento ao Boavista. Apesar de jogar com menos um, o Paços soube aguentar a pressão do Boavista e criar perigo em lances de contra-ataque. O resultado não se alterou até ao final.

Equipa da Semana

Dream Team da Jornada 12 - campeonato ao rubro

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