3×3 Perguntas Pequenas: O clássico Porto-Benfica


A rubrica 3×3 Perguntas Pequenas é muito simples de explicar: 3 perguntas a 3 pessoas diferentes sobre um tema comum. Para inaugurar as hostilidades, escolhemos o Porto-Benfica de domingo, referente à 10ª jornada da Liga Portuguesa, como tema das perguntas. Os convidados são Paulo André Cecílio, Nuno Catarino e Pedro Maia (aka O Fantasista). Há um adepto de cada um dos clubes envolvidos no clássico e um do Sporting. Achamos que vão conseguir identificar as preferências de cada um pelas respostas.

Se quiseres responder também, estás à vontade para o fazer na caixa de comentários ou no nosso Facebook. Vamos às perguntas e às respostas dos nossos convidados!

Quem é que chega melhor a este clássico?

Paulo André Cecílio: O Benfica. O que é fixe, porque quase sempre que assim é levam na pá. Mas como nem eu acredito nisto, sim, é o Benfica.

Nuno Catarino: O Benfica está em primeiro lugar, com boa vantagem de pontos, motivado e vem de uma boa sequência de vitórias. A equipa tem estado a jogar bem e a ganhar de forma descontraída, mesmo quando não conta com o jogador com o toque de bola mais aveludado desde que Aimar abandonou Lisboa (sim, estou a falar do Horta) ou do único avançado do mundo que pela elegância com que polvilha cada jogada me faz duvidar da minha heterossexualidade (sim, o Jonas). Voltou o Salvio que parte tudo, o Cervi ainda agora chegou e já é um mini-Gaitán, o Guedes tem jogado tanto que espero que não lhe façam testes anti-doping, até o gémeo mau do Pizzi tem ficado de fora para jogar sempre o gémeo bom. Mas o Porto tem a vantagem natural de jogar em casa, claro. E a ausência do super-Fejsa dá-lhes um alguma esperança.

Pedro Maia: Esta é de resposta fácil. No entanto, necessito primeiro de me arrastar até a secretária mais próxima, de forma a conseguir agarrar um lápis. Com a cassete rebobinada é muito mais rápido. Ora, isto não interessa quem chega melhor mas sim quem sairá melhor. De qualquer forma, a resposta a ambas as perguntas é a mesma: o Benfica. O Rui consolidou bem o processo, e aquelas duas linhas de quatro parecem cada vez mais um autêntico harmónio. O Nuno, e o seu losango, vive ainda a fase “Rui 2015” em que dificilmente ganha fora de casa, quanto mais aos principais adversários.

2. Qual é a tua melhor recordação de um Porto-Benfica?

PAC: Demasiadas para serem escolhidas. Provavelmente muita gente escolheria o 5–0 da era Villas-Boas. Eu prefiro o 3–1 na Luz para a Taça porque acho que absolutamente ninguém acreditava na reviravolta.

NC: Talvez aquele de 2005/06, quando o Nuno Gomes meteu duas batatas no Dragão. Estava num casamento, só deu para ver o jogo às pinguinhas, mas foi bonito saborear a vitória, porque nessa altura o Benfica tremia sempre que ia ao Porto. O Gomes, que sempre viveu aquela relação de amor-ódio com os adeptos, fez algo que poucos acreditavam, enfiou dois golos ao Baía, repetindo aquilo que o César Brito — outro herói improvável — tinha feito uns quinze anos antes, e apontou para o escudo de campeão na manga da camisola (coisa que já não existe, infelizmente). Ah, e aquela vitória com o golo do Saviola (2009/10) também não foi má.

PM: Se falarmos apenas de jogos do Campeonato e realizados nas Antas/Dragão, será inevitavelmente o golo do Kelvin. Aquele momento completamente inconsciente proporcionou imagens inesquecíveis para o meio futebolístico nacional. Foram frames diabólicos. Desde o festejo pimba do Vitó ao ajoelhar fatal do Jorge.

3. Que impacto terá este jogo no resto do campeonato?

PAC: No campeonato não sei, mas na minha pessoa terá um impacto tremendo: caso o Porto perca vou ter de carregar um melão gigante desde o estádio até ao Hard Club só para ver os manos Cavalera. O que, convenhamos, será bastante chato.

NC: Ainda estamos no início, por isso nada está nem vai ficar decidido. No ano passado aprendemos (e alguns ainda estarão com dificuldade em engolir essa informação dramática) que os campeonatos não se decidem nos jogos grandes, mas na regularidade. A vitória irá motivar a equipa vencedora, mas não vai decidir nada.

PM: Nenhum. Entre Porto e Benfica já nos habituámos a ver de tudo. Especialmente, e recentemente, nos anos de 2012 e 2013 em que o Porto recuperou desvantagens semelhantes num período mais curto, bem como no ano passado em que o Porto era líder, em vésperas de visitar o estádio de Alvalade, com 6 pontos de avanço sobre o Benfica.


Paulo André Cecílio escreve sobre música no bodyspace.net; Nuno Catarino é crítico de jazz em Público / Ípsilon, Jazz.pt e bodyspace.net; Pedro Maia (aka O Fantasista) colabora com a RealFevr e colaborou com o extinto 11para11.pt.

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